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IMIT e IAPMEI ajudam Nortenha

A empresa Têxtil Nortenha encontra-se a consolidar a sua aposta nas malhas exteriores com um investimento de cerca de 600 mil contos, cujo «projecto ainda está em análise», mas em meados de Abril «supomos um despacho favorável por parte do IAPMEI», adiantou fonte da empresa ao JORNAL TÊXTIL.

Esta orientação constitui um complemento ao projecto de 1,2 milhões de contos iniciado em 1997, no âmbito do IMIT, cuja conclusão estava prevista para Dezembro do ano passado, mas «houve uma prorrogação do prazo até Setembro de 2000», embora a têxtil acrescente que «mesmo antes do prazo que foi agora novamente estipulado estará concluído todo o projecto».

Refira-se que este último é destinado às áreas produtivas, informática e ambiental, respondendo ao objectivo de adquirir ganhos de competitividade nas malhas num momento em que se observa um decréscimo nas vendas de camisaria, confrontando-se com a concorrência de países como a Índia e o Paquistão, com tecidos a preços incomportáveis para as empresas portuguesas .

Note-se que no ano de 1999 as malhas representaram 40% do volume de facturação da empresa, com a camisaria a deter 60%, mas os valores têm-se invertido «e essa tendência tem sido permanente ao longo dos últimos anos», afirma a empresa, acrescentando que «as malhas já terão passado os 50% do volume de negócios».

Depois dos investimentos realizados nos últimos dois anos em maquinaria, a empresa continua orientada para uma redução de custos de produção, envolvendo compra de fio no mercado externo e racionalização do método de fabrico aproveitando as vantagens tecnológicas de equipamento mais moderno.

Neste ano está previsto um projecto essencialmente na área informática pois «cada dia que passa é um atraso diabólico», como descreveu esta empresa. Constituída em 1954 por um judeu durante a Segunda Guerra Mundial, a Empresa Têxtil Nortenha veio a ser comprada por Carlos Branco que a partir dos anos 70 a voltaria para a produção, detendo hoje a família Branco 99% do capital da empresa que emprega cerca de 1100 pessoas.

No ano transacto a empresa apresentou um volume de negócios de 8,5 milhões de contos, contra 9 milhões do ano anterior, incluindo as duas confecções, a Cortel e a Neivatex, observando-se um decréscimo da venda de camisas ainda que com uma melhoria no sector das malhas.

Acrescente-se que a empresa exporta 98% da sua produção, salientando-se nos seus principais clientes a Next, Banana Republic, Tesco, Bairdwear e Adams Children Wear do Reino Unido, e a Levi’s, AMC e Must dos Estados Unidos. No mercado espanhol que se tem apresentado como um dos mais promissores conta como clientes a Zara e o Corte Inglês. A marca própria Frans Olivier apenas representa uma proporção residual das vendas.