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Importações chinesas sob controlo

A 1 de Janeiro de 2008, as últimas dez quotas que limitavam as importações europeias provenientes da China foram levantadas. Em sua “substituição” foi implementado um sistema de duplo controlo para oito categorias de produtos (entrega de licenças de importação do lado europeu e de licenças de exportação do lado chinês), um mecanismo que terminarÁ a 1 de Janeiro de 2009. O Institut Français de La Mode (IFM) recolheu jÁ alguns dados sobre a reacção do mercado a esta alteração e analisa o cenÁrio actual. Deste modo, ao longo do mês de Janeiro de 2008, seis dessas oito categorias de produtos visados viram as suas autorizações de importação aumentar sensivelmente em relação a 2007: as evoluções situaram-se entre um aumento de 62% para as t-shirts e 124% para os pullovers. Em contrapartida, as autorizações de importação para os fios de linho e para os soutiens registaram um recuo de 83% e 5%, respectivamente. Como era jÁ esperado, os compradores europeus reforçaram os seus aprovisionamentos na China no início deste ano. No entanto, as autorizações de importação são inferiores aos níveis observados em 2005 para diversas categorias, quando os aprovisionamentos na China se intensificaram de forma súbita em Janeiro de 2005. Esse cenÁrio catastrófico de 2005, que se temia ver repetir-se em 2008, não se verificou, apesar de se assistir a um retorno sensível das compras para a China, como consequência lógica do levantamento das últimas quotas. Comparando os volumes de importação autorizados no mês de Janeiro de 2008 ao nível das quotas chinesas para o conjunto do ano de 2007, verifica-se, segundo o IFM, que, para a maior parte dos produtos, a quota do mês de Janeiro é inferior a 8,33%. Com excepção dos vestidos, as quantidades de produtos autorizados em Janeiro ficaram num nível inferior ao volume médio mensal das importações de 2007. O caso particular do vestido explica-se, sobretudo, pelo sucesso deste artigo nas colecções de moda das últimas três estações. Contudo, alerta o IFM, embora as primeiras informações de Janeiro de 2008 não pareçam significar uma inundação do made in China», convém manter a vigilância. De facto é ainda muito cedo para se tirar conclusões definitivas porque as evoluções das licenças de importação mudam todos os dias. Para tal serÁ necessÁrio uma anÁlise mais detalhada à luz das primeiras estatísticas do comércio externo, uma vez que nessa altura haverÁ jÁ informação sobre as importações de outros produtos provenientes da China. Na posse desses dados, uma das questões centrais é saber em que medida o aumento das importações provenientes da China se faz em detrimento de outros países asiÁticos, o que permitirÁ ter uma ideia mais precisa da evolução das entregas provenientes do conjunto dos países asiÁticos.