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Importações norte-americanas de vestuário em análise

O volume das importações norte-americanas de vestuário registou uma subida de 4,18% ao longo do ano de 2004, acompanhada pelo crescimento de 5,16% no valor (em dólares) das importações. Esta tendência foi evidente no último mês do ano transacto, onde o volume das importações registou uma evolução de 5,95% e o valor subiu 6,94%. Em 2003, o volume das importações norte-americanas de vestuário registou uma subida de 9,32%.

Ao longo de 2004, relativamente ao nível da quota de mercado em termos de volume, acentuaram-se as tendências divergentes entre as importações com origem nos países asiáticos e as importações com origem na América Central e nos países das Caraíbas. Na generalidade dos casos, registou-se uma diminuição na quota de mercado dos fornecedores sul-americanos e um aumento na quota de mercado dos fornecedores asiáticos. Esta tendência também se verifica em termos da quota de mercado em valor.

Ao longo do último mês do ano, a China enfrentou dificuldades acrescidas no acesso ao mercado norte-americano. As importações com origem na China registaram uma subida de “apenas” 13%, valor que se encontra abaixo dos níveis registados em meses anteriores. Ao longo do ano 2003, as importações com origem na China registaram uma subida de 46%, tendo em 2004 este indicador permanecido nos 29,74%.

Em Dezembro de 2004, o volume das importações com origem no Bangladesh registou uma subida de 36,8%, evolução que surge após um aumento de 51% registado no mês de Novembro. Este desempenho contrasta significativamente com a quebra registada no primeiro semestre do ano. Com uma quota de 4,77% em termos de volume, o Bangladesh ocupa a quarta posição entre os principais países exportadores para o mercado norte-americano de vestuário.

Durante o mês de Dezembro, o volume das importações com origem em diversos exportadores asiáticos beneficiou de um crescimento significativo no mercado norte-americano, nomeadamente: Indonésia (20,68%), Cambodja (29,58%), Paquistão (16,99%), Siri Lanca (10,95%) e Filipinas (19,98%). No entanto, a evolução mais significativa registada em termos de volume de importações, no mês de Dezembro, pertence ao Vietname, que registou um aumento na ordem dos 45,5%. Ao longo do ano passado, o volume das importações vietnamitas registou uma subida de 5,10%.

O volume das importações norte-americanas com origem no México continuou a decrescer, registando quebras de 4.97% no mês de Dezembro e de 4,72% ao longo do ano. O México ocupa a segunda posição em termos de quota de mercado norte-americano (9,59% em volume), superado apenas pela China que possui actualmente uma quota de 15,12% do volume das importações norte-americanas de vestuário.

Em termos de artigos importados, a evolução mais significativa foi registada no vestuário de fibras não-naturais (categoria 61 OTEXA), cujo volume registou uma subida de 8,19%. Esta evolução poderá ter beneficiado da redução de 5,51% registada no preço unitário (em dólares) dos artigos nesta categoria.

O volume das importações de vestuário em algodão (categoria 31) registou uma evolução nula ao longo do ano transacto, ao contrário do vestuário em lã (categoria 41) que registou uma subida de 6,32%, apesar do aumento de 2,89% registado no preço médio unitário. O vestuário de bebé (categoria 239) acompanhou a tendência geral, registando uma subida de 3,88% no volume de importações.