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Incêndio paralisa Têxtil de Vila do Conde

O armazém e parte da unidade operativa da empresa têxtil Alematex – Indústria de Confecções situada em Vila do Conde, ficaram destruídos devido a um incêndio que deflagrou durante a madrugada do dia 4. Os danos causados vão obrigar ao encerramento temporário da fábrica, mas devido aos vários seguros que a empresa possuía, os trabalhadores têm garantido o pagamento dos salários, «pelo menos durante seis meses», afirma Pedro Andrade, proprietário da unidade fabril, que fica agora com «prejuízos de milhares de contos», noticiou o Jornal Público. Os bombeiros de Vila do Conde foram alertados para a existência do incêndio cerca das 00h50 mas, devido à dimensão deste, o Centro de Comando Operacional enviou também as corporações da Póvoa de Varzim, Moreira da Maia e São Mamede Infesta, fazendo um total de 49 homens e 16 viaturas a participar no combate às chamas. Os bombeiros deram o fogo como extinto às 4h20. Para Pedro Andrade «…tudo é ainda muito estranho. Quando cheguei, o incêndio já estava na fase de rescaldo e não posso adiantar uma origem. Talvez curto-circuito». Quanto aos prejuízos afirmou estar «…irremediavelmente perdido todo o trabalho do último mês e meio». Além disso, no armazém encontrava-se já a matéria-prima para a fábrica continuar a laborar até ao final do mês de Agosto, altura em que a empresa fecha para férias. O incêndio destruiu também o sector de «corte», que estava equipado com «máquinas automatizadas por computador, das mais modernas do mercado». As máquinas da parte da costura sofreram apenas danos menores, mas Pedro Andrade teme ainda que a instalação eléctrica da fábrica tenha sido consumida pelas chamas. A Alematex, é uma empresa de vestuário exterior para senhora que conquistou no passado ano um Certificado do Instituto Português da Qualidade. Pedro Andrade refere ainda que, apesar dos prejuízos, vai reactivar a fábrica «o mais depressa possível», assegurando os postos de trabalho.