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Índia com expectativas altas

As exportações de vestuário indianas deverão atingir a meta do governo de 30 mil milhões de dólares (aproximadamente 28,5 mil milhões de euros) nos próximos três anos, numa performance alimentada por iniciativas de crescimento, investimentos na inovação e incrementos de qualidade.

Ashok Rajani, presidente do Conselho de Promoção de Exportações de Vestuário (AEPC na sigla original), afirmou recentemente ao portal Just-style que a indústria de vestuário indiana está pronta para registar um crescimento positivo em 2017-2018. «Temos um objetivo ambicioso para a exportação e criação de emprego nos próximos três anos – convido os vencedores a serem mentores para as empresas em fase de arranque e para as PME’s neste sector para que, em conjunto, se possa reforçar o ecossistema do empreendedorismo», revelou, acrescentado que «as iniciativas anunciadas pelo governo e os produtos de qualidade, apoiadas por investidas inovadoras em design, irão impulsionar a mudança na indústria».

Na realizada, a indústria de vestuário da Índia tem beneficiado de um conjunto de reformas financeiras e laborais encetadas pelo governo com o objetivo de fomentar 10 milhões de novos postos de trabalho e de aumentar as exportações. A este propósito, foi destinado um financiamento adicional de 880 milhões de dólares para um esquema de devolução de tarifas e um reembolso dos impostos pagos pelos exportadores de vestuário. Além disso, os subsídios concedidos às unidades de confeção de vestuário foram aumentados ao abrigo de um Programa de Atualização de Tecnologias (TUFS), cobrindo 25% dos custos em vez dos anteriores 15%.

A indústria de vestuário indiana tem conseguido aumentar continuamente as suas exportações, apesar de um declínio estimado de 34% no comércio global de vestuário em consequência de uma quebra nas importações da Europa e do Japão. Em 2015, as exportações atingiram um valor de 16,5 mil milhões de dólares e, em 2016, foram estimados 17,1 mil milhões.

A participação dos têxteis e do vestuário nas exportações totais também aumentou, crescendo dos 13% em 2013-2014 para os 15% em 2015-2016.

Rajani elogiou o pacote de incentivos concedido à indústria de vestuário do país, asseverando que «não só conseguiremos a marca dos 30 mil milhões de dólares nos próximos três anos para as exportações de vestuário, como também temos potencial de superar as expectativas».

Smriti Zubin Irani, ministra indiana para os têxteis, incitou a AEPC e os exportadores de vestuário a assumirem-se como parceiros nos esforços do governo para a criação de emprego através de uma produção e de exportações orientadas para o valor. «Para promover as exportações, deverá ser criado um prémio para o melhor player em mercados emergentes na próxima temporada. A indústria deve também caminhar em direção ao vestuário sustentável numa perspetiva internacional e olhar com atenção para a inovação, quer no marketing, quer na tecnologia», aconselhou.

Em julho, um relatório da ICRA Research India previa que as exportações de têxteis e vestuário da Índia cresçam 6% no próximo ano fiscal, impulsionadas pelos incentivos adicionais para melhorarias de competitividade, pelo crescimento esperado no sector de vestuário e por subidas de preços nas fibras.