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Inditex acelera metas sustentáveis

No grupo espanhol, os esforços de sustentabilidade estão a todo o vapor, com a antecipação de 10 anos na meta de emissões líquidas zero, para 2040, e ainda com o objetivo de utilização de algodão sustentável até 2023, dois anos antes do previsto.

[©Inditex]

A Inditex, detentora da cadeia de moda Zara, acelerou as metas de sustentabilidade, um passo anunciado por Pablo Isla na assembleia geral anual de 13 de julho. Ao destacar os esforços de sustentabilidade em 2020, o presidente e CEO da empresa espanhola afirmou que esta não só cumpriu as metas propostas como antecipou o cumprimento de alguns objetivos.

Cerca de 35% das peças de vestuário têm agora a etiqueta Join Life, marca que distingue os produtos sustentáveis da Inditex que compreende processos e matérias-primas mais sustentáveis, uma percentagem superior comparativamente à meta definida de 25%. De igual modo, 80% da energia utilizada proveio de fontes renováveis face à meta de 65%. Já o uso de algodão mais sustentável também aumentou 91%.

Perante este cenário, Pablo Isla desvendou vários objetivos fixados. Entre eles, a antecipação de uma década na meta de emissões líquidas zero para 2040 –anteriormente, as estimativas apontavam para 2050 –, toda a utilização de algodão do grupo será mais sustentável até 2023 – dois anos antes do previsto –, toda a energia nas operações diretas da retalhista de moda será de fontes renováveis em 2022 relativamente à meta de 80% para 2025, mais de 50% das peças de vestuário vão pertencer à Join Life até 2022 e, por último, uma novidade: reduzir em 25% o consumo de água ao longo de toda a cadeia de aprovisionamento em 2025.

Ao mesmo tempo, a Inditex vai continuar a progredir nos compromissos atuais, nomeadamente a eliminação do plástico, uma estratégia assente em duas vertentes: em 2020, a empresa retirou os sacos plásticos das lojas e das encomendas online e, em 2023, planeia erradicar todos os plásticos de uso único das interfaces com o cliente. Além disso, todos os materiais que a retalhista utiliza nas operações, como papel, plástico e cartão, serão totalmente reciclados até 2023.

No que diz respeito aos tecidos, até 2023, todas as fibras celulósicas vão ser sustentáveis, enquanto o poliéster e o linho serão 100% reciclados ou sustentáveis até 2025, um objetivo alinhado com os parâmetros estabelecidos pela Inditex.

Resultados notáveis

Mas nem só de ações diretas se fazem as novas metas da Inditex, já que o grupo vai continuar a patrocinar pesquisas inovadoras em reciclabilidade têxtil nos próximos anos, trabalhando com parceiros de toda a cadeia de aprovisionamento e também com centros de investigação como o Massachusetts Institute of Technology (MIT). A empresa vai também levar avante todos os programas que integram a estratégia “Worker at the Centre”, criada para promover e respeitar as condições sociais na cadeia de aprovisionamento, notícia o Just Style.

Pablo Isla [©Inditex]
Durante a intervenção na assembleia, Pablo Isla salientou ainda a força da transformação estratégica da Inditex e do modelo de negócios totalmente integrado, digital e sustentável. «Isto, combinado com o compromisso, talento e trabalho de toda a equipa, gerou resultados notáveis ​​em circunstâncias extremamente difíceis. Como esperávamos, a transformação que iniciamos em 2012 continuou a dar frutos», afirmou.

Recentemente, a empresa atingiu um lucro líquido de 421 milhões de euros no primeiro trimestre em comparação com o prejuízo de 409 milhões de euros registado um ano antes. Nesse período, as vendas aumentaram 50%, para 4,9 biliões de euros, enquanto as vendas online na moeda interna cresceram 67%.