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Inditex bate recorde de vendas

O grupo gigante espanhol lançou um relatório em que anuncia um crescimento das vendas em 7% para 12,82 mil milhões de euros. Com estes dados, o maior retalhista de moda do mundo faz justiça à sua posição, alcançando um nível recorde de vendas, lucros e receitas durante o primeiro semestre do ano.

Desde o dia 1 de fevereiro até ao final do mês de julho, as vendas do gigante espanhol atingiram, pela primeira vez, os 12,82 mil milhões de euros, enquanto os dados relativos ao lucro chegaram a 1,55 mil milhões, um crescimento de 10% face ao ano passado. Por sua vez, as receitas aumentaram 13% para 6,73 mil milhões de euros, o mais alto valor registado da história da empresa.

Pablo Isla, CEO da Inditex, evidencia «o desempenho forte do primeiro semestre refletido nestes dados», que se justifica pela «relevância dos investimentos realizados nas lojas, assim como na logística e tecnologia, os quais têm sido elementos-chave no desenvolvimento da nossa plataforma integrada de loja e online focada no cliente».

Com efeito, a subida das vendas comparáveis de 5% representa um registo positivo sólido, sustentado pelo crescimento em todas marcas e regiões, lojas e online. Além disso, os dados relativos ao mês de agosto apontam para a mesma tendência, com as vendas em lojas e online a aumentar 8% entre o início do mês e o dia 8 de setembro. A direção estima, de resto, que, até ao final do ano, o crescimento das vendas comparáveis situar-se-á entre os 4% e os 6%.

Estes resultados foram influenciados também pelo impacto da IFRS 16, a mais recente das Normas Internacionais de Relato Financeiro, que entrou em vigor este ano, sem a qual o crescimento do lucro teria chegado apenas aos 7%, assim como o EBITDA e o EBIT teriam aumentado 8% e 7%, ao invés dos 47% e 14% respetivamente.

Peugada mundial

A estratégia de crescimento global da Inditex baseia-se na adição de novos espaços de venda, juntamente com um desenvolvimento contínuo do negócio online. As novas lojas estão equipadas com tecnologias avançadas para facilitar a integração do online, assim como programas eco-eficientes que se regem pelos seus compromissos de sustentabilidade.

Neste sentido, o grupo «continuou a abrir, ampliar e reformar a sua rede de lojas em todas as áreas geográficas e expandiu a plataforma online para novos mercados», aponta o relatório. Efetivamente, na primeira metade do ano, a Zara lançou a sua plataforma online no Brasil, Emirados Árabes Unidos, Líbano, Egito, Marrocos, Indonésia, Sérvia e Israel e, em agosto, deu continuidade ao processo para o Catar, Kuwait, Jordânia, Bahrain e Omã. A estes acrescentou ainda a África do Sul, Ucrânia, Colômbia e Filipinas, cujo lançamento das plataformas está previsto para 18 de setembro.

No total, o grupo possui 7.420 lojas em 96 mercados, enquanto a plataforma online está disponível em 62 desses mercados. As marcas Zara, Zara Home, Massimo Dutti, Pull&Bear, Stradivarius, Oysho e Uterqüe estão também disponíveis em 106 outros mercados, sem quaisquer lojas físicas, às quais se seguirá, em setembro, a Bershka.