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Inditex junta-se à Tmall

A Tmall é gerida pela Alibaba, o gigante do comércio eletrónico chinês, que no ano passado movimentou mais de 1,5 biliões de yuans de transações para 231 milhões de utilizadores ativos nos seus três principais mercados online da China – mais do que a Amazon e o eBay juntos. A Tmall oferece a frente de lojas virtuais aos comerciantes, que estabelecem os seus próprios preços e gerem a sua própria logística em quase tudo, com a exceção dos pagamentos. Outras marcas ocidentais a juntarem-se recentemente à Tmall incluem as britânicas Burberry e Asos. A Inditex tem expandido rapidamente a sua presença na China na última década, contabilizando mais de 457 lojas no final de janeiro, que os analistas estimam serem responsáveis por cerca de 5% das vendas do grupo espanhol. A Inditex lançou a sua própria loja Zara online na China em 2012 para explorar um mercado de comércio eletrónico em expansão e chegar aos consumidores nas cidades mais pequenas e nas cidades sem uma loja física da marca. Uma análise recente do McKinsey Global Institute prevê que as vendas no retalho online na China chegarão aos 420 a 650 mil milhões de dólares em 2020 – tanto quanto a soma dos Estados Unidos, Japão, Reino Unido, Alemanha e França. A expansão da Inditex na China ultrapassou a da sua rival Hennes & Mauritz, que tinha 205 lojas no país em novembro último e planeia lançar um serviço online este ano. A empresa espanhola divulgou que vai lançar a Zara no Tmall para a sua coleção de outono/inverno 2014, continuando a vender através do seu próprio website na China. Normalmente, a Inditex prefere operar os seus próprios websites, com o objetivo de controlar a imagem de marca, embora ocasionalmente venda produtos por intermédio de outros sites, como a Asos para a sua marca Pull & Bear no Reino Unido. O presidente executivo da Inditex, Pablo Isla, explicou a analistas que o modelo Tmall deverá permitir à empresa manter o controlo da sua imagem. «Não é nada diferente das vendas online através da nossa página. É como abrir uma loja num centro comercial, por isso (…) é muito, muito coerente com a nossa imagem»,acrescentou. A Inditex já possui uma presença no comércio eletrónico em 25 mercados e em setembro irá adicionar a Coreia do Sul e o México. Embora não divulgue números separados para as vendas online, o comércio eletrónico está previsto por alguns analistas corresponder a um quarto do mercado de moda da Inditex e é visto como especialmente bem posicionado para beneficiar da tendência de crescimento, devido às suas roupas de alta margem e logística centralizada. «Acreditamos que o e-commerce está (…) subvalorizado e pode originar a aceleração do crescimento das vendas no curto prazo, relativamente às nossas expectativas e do mercado», afirmou Jamie Merriman, analista da Bernstein.