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Inditex na mó de cima

A recuperação do consumo em Espanha e as elevadas temperaturas que se fizeram sentir em toda a Europa impulsionaram as vendas do gigante de moda Inditex no primeiro semestre do ano, assinalando um começo otimista para a nova temporada do grupo.

A Inditex, a maior retalhista de vestuário do mundo, sediada na cidade espanhola de Arteixo, na Corunha, revelou que, nas seis semanas terminadas a 10 de setembro, as vendas cresceram 16%, um prenúncio que augura um terceiro trimestre positivo.

As vendas aumentaram 7% nos seis meses até julho, em comparação com o mesmo período do ano anterior, com o decréscimo do preço do petróleo, o crédito na Europa e o aumento do número de postos de trabalho em Espanha a traduzirem-se em maior disponibilidade financeira dos compradores da Inditex durante o verão europeu.

Estes resultados surgem na sequência do comunicado divulgado recentemente pela Hennes & Mauritz, que reportou o mais fraco crescimento de vendas mensais, no decorrer do mês de agosto, em mais de dois anos, citando um clima excecionalmente quente em alguns dos seus principais mercados europeus como a causa da derrapagem.

Uma vez que a cadeia de moda espanhola se aprovisiona em proximidade aos seus pontos de venda, é capaz de responder eficientemente às novas exigências ou até mesmo à mudança inesperada do tempo, mais rapidamente do que os rivais.

As vendas na Europa representam dois terços do total do grupo e o território espanhol, onde a economia começa a mostrar sinais de recuperação depois de uma longa crise, é responsável por quase um quinto da totalidade das vendas.

Anne Critchlow, da firma SocGen, descreveu as circunstâncias de negociação atuais como «muito fortes», prevendo uma ligeira melhoria de desempenho das ações, mas reforçou a possibilidade de desaceleração no segundo semestre do ano.

O lucro líquido da Inditex aumentou 26%, fixando-se em 1,17 mil milhões de euros, em linha com as expectativas dos analistas.

Entre fevereiro e julho, as vendas cresceram 17%, para 9,42 mil milhões de euros, também atendendo às expectativas, sustentadas por um euro desvalorizado face ao dólar. Os lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) aumentaram 22%, fixando-se em 1,97 mil milhões de euros.