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Inditex pode abrir cadeias de cosmética e têxteis-lar

Em Janeiro, José Maria Castellano, vice-presidente da Inditex, realizou uma conferência em Vigo, que contou com a presença de mais de uma centena de empresários galegos. Julio Fernandez Gayoso, director geral da Caixavigo, que era a entidade promotora, definiu o evento como «a encarnação de um grande êxito mundial». O conferencista referiu que a Inditex conta neste momento com 1 293 pontos de venda no mundo inteiro, falou das seis cadeias (Zara, Massimo Dutti, Pull & Bear, Bershka, Stradivarius e Oysho), que era a segunda empresa têxtil a nível mundial por capitalização na Bolsa; que as lojas no estrangeiro eram mais rentáveis do que as espanholas (doze das treze mais rentáveis da Zara não estão em Espanha), e que para ele os «nossos resultados cresce mais rapidamente desde que saímos para o exterior». Isto pode estar relacionado com a questão dos diferentes preços, pelos quais a Zara vende um mesmo produto em Espanha e nos restantes países, segundo informações da revista quinzenal Textil Express. Por outro lado, Castellano sublinhou que o mercado de vestuário europeu está em recessão, tanto a nível de volume de vendas, como na percentagem do orçamento familiar que os europeus dedicam a vestir-se. No entanto, «nós queremos crescer num mercado em falta», pelo que o grupo vai continuar a abrir lojas de vestuário. A Inditex quer ainda, «crescer nos negócios de futuro, como os têxteis-lar e a cosmética.», anunciando a abertura de cadeias especializadas nestas vertentes.