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Inditex recupera vendas

A retalhista espanhola registou um forte aumento das vendas no primeiro trimestre face a igual do ano passado, embora ainda abaixo do observado entre 1 de fevereiro e 30 de abril de 2019. Em maio, contudo, as vendas estão já acima das registadas há dois anos.

Zara [©Zara]

As vendas da Inditex subiram 50% entre janeiro e março (56% em moeda local), para 4,9 mil milhões de euros, impulsionadas pelas vendas online, que aumentaram 67% em moeda local. As vendas cresceram em todas as geografias e em todas as marcas, revela a empresa em comunicado, apesar das lojas terem estado abertas apenas 24% do tempo devido aos vários confinamentos e restrições – no final do trimestre, 16% das lojas da Inditex continuavam encerradas. A retalhista refere ainda que, em moeda local, o volume de negócios ficou apenas 11,5% abaixo do nível do primeiro trimestre de 2019.

«A nossa diferenciação e transformação estratégica para um modelo completamente integrado, digital e sustentável continua a dar frutos, apoiado pelo empenho de todas as pessoas que trabalham na Inditex», afirma o presidente-executivo Pablo Isla.

Um dos destaques do trimestre foi a tendência positiva do lucro bruto, que atingiu 2,96 mil milhões de euros, elevando a margem bruta para 59,9%, o que representa mais 152 pontos base do que os 58,4% evidenciados no primeiro trimestre de 2020 e mais 47 pontos base do que no mesmo período de 2019.

O lucro líquido foi de 421 milhões de euros, em comparação com o prejuízo de 409 milhões de euros no primeiro trimestre do ano passado.

2.º trimestre com o pé direito

Os números são ainda mais positivos no início do segundo trimestre, até porque, no dia 7 de junho, 98% das lojas do grupo estavam já abertas. As vendas físicas e online, em moeda local, subiram 102% entre 1 de maio e 6 de junho em comparação com igual período de 2020 e 5% face ao mesmo período de 2019, graças «à popularidade das coleções de primavera», indica a Inditex.

Edifício Zara.com [©Inditex]
«Depois de um ano difícil, todas as marcas do grupo mostraram, mais uma vez, a sua capacidade de adaptar e reagir, avançar ao dar aos consumidores o que eles procuram, introduzindo não só novos produtos mas também artigos inovadores em termos de experiência de envolvimento com o produto», acrescenta a retalhista.

«As propostas das marcas tentam acompanhar os consumidores no que os faz sentir melhor: hábitos saudáveis como exercício e boa alimentação, a sua relação com a natureza e sua envolvente, o tempo desfrutado em casa, hobbies, novas situações que vieram para ficar, em resumo, produtos que os ajudam a fazer tudo isto com maior intensidade e otimismo», aponta a Inditex.

A empresa destaca também as iniciativas de sustentabilidade realizadas neste período, incluindo o anúncio de um projeto de energia eólica que deverá gerar energia suficiente para, juntamente com os painéis solares já instalados no edifício da zara.com, alimentar o milhão de metros quadrados da sede em Arteixo. «O grupo está a trabalhar para atingir o seu objetivo de ter 90% de toda a energia consumida em todas as suas instalações em todo o mundo (escritórios, plataformas logísticas e lojas) proveniente de fontes renováveis até ao final deste ano», resume a Inditex.