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Inditex soma e segue

Mais uma vez, a Inditex pôde comprovar que a sua proposta de moda, cadeia de aprovisionamento rápida e constante aposta nos diferentes canais de retalho reúnem as preferências dos consumidores. Na semana passada, o grupo espanhol divulgou que o lucro líquido do primeiro trimestre cresceu 18%, para 654 milhões de euros.

Por seu lado, o EBITDA subiu 17%, para 1,1 mil milhões de euros.

As vendas em moeda constante aumentaram 12,5% nos três meses até 30 de abril e as vendas líquidas 14%, para 5,6 mil milhões de euros.

Os números revelados pelo grupo Inditex ficaram em linha com as previsões dos analistas, mas não deixam de ser surpreendentes, tendo em conta o ambiente de retalho hostil e a fraca performance de alguns dos arquirrivais do grupo detido por Amancio Ortega.

Ainda assim, as boas notícias continuaram no início do segundo trimestre. As vendas a taxas de câmbio constantes entre 1 de fevereiro e 3 de junho cresceram 12% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O sucesso do dono da Zara, que detém também as cadeias de moda Bershka e Massimo Dutti, entre outras, pode ainda ser avaliado pela criação de quase 11 mil novos postos de trabalho no ano passado e, embora o grupo ainda não tenha anunciado os números relativos ao primeiro trimestre de 2017, o período foi marcado por aberturas de lojas e pela expansão online das marcas da Inditex.

Marcas em crescimento

Todas as marcas intensificaram a sua presença internacional, quer no canal online, quer na rede de retalho tradicional. No total, foram adicionados quatro novos mercados de comércio eletrónico durante o trimestre, com a Zara a lançar vendas digitais na Tailândia, Malásia, Singapura e Vietname, fazendo intenções de chegar à Índia ainda durante o segundo semestre de 2017.

No plano das lojas físicas, a Zara inaugurou uma loja de quatro andares e 6.000 metros quadrados no Paseo de la Castellana, no coração do distrito empresarial e de retalho de Madrid, com foco na eco-eficiência (ver Zara desafia El Corte Inglés). Já a Massimo Dutti abriu portas a um ponto de venda de dois andares e mais de 1.000 metros quadrados no centro de Moscovo, que vende as coleções masculinas, femininas e de edição limitada da marca.

A Zara Home, por seu lado, abriu também novas lojas, incluindo um espaço de 600 metros quadrados na movimentada Bahnhofstrasse, em Zurique. No passado mês de maio, a marca inaugurou um ponto de venda em Xangai.

Também em maio, a Zara estreou um espaço no edifício Ismail em Bombaim, enquanto a Pull & Bear abriu a loja parisiense da Rue de Rivoli, a poucos metros do Louvre. Já a Oysho inaugurou mais de uma dúzia de pontos de venda durante o trimestre.

Novidades comerciais

No último trimestre as marcas do grupo apresentaram ainda novas iniciativas comerciais.

A Massimo Dutti revelou a iniciativa #DressedinDutti, uma nova campanha na rede social Instagram que permite aos clientes comprarem o conteúdo partilhado nesta rede social. A marca recrutou a influenciadora italiana Diletta Bonaiuti como embaixadora para o lançamento da #DressedinDutti, para já disponível em 13 países, incluindo Espanha, EUA, Rússia, Reino Unido, México e Itália, entre outros.

A Oysho, por sua vez, alargou o raio de influência com o apoio a eventos desportivos e a Pull & Bear não só continuou a ser a patrocinadora oficial de Marc Márquez, como também lançou a primeira coleção desenhada pelo próprio piloto em parceria com as equipas criativas da marca. A coleção Marc Márquez x Pull & Bear está à venda em lojas selecionadas por todo o mundo e no website da marca.

Nos últimos anos, o grupo Inditex tem vindo garantir o pódio do retalho de moda e a destronar a H&M e as restantes concorrentes graças ao investimento na expansão online e ao seu modelo de moda rápida, que permite levar as últimas tendências da passerelle para as montras das lojas em poucos dias.

«Esperamos um ano de bom crescimento do EBIT e das margens no grupo Inditex», antecipa Anne Critchlow, analista do Société Générale, em declarações à agência Reuters.