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Inditex supera expectativas

A maior retalhista de vestuário do mundo ultrapassou as previsões de lucro estimadas para o trimestre fiscal, impulsionada pela recuperação da economia europeia e pela fragilidade da moeda comunitária.

O grupo Inditex fabrica mais peças de vestuário na Zona Euro do que os seus rivais, como a sueca H&M – que se abastece maioritariamente no continente asiático, em contratos denominados em dólar –, beneficiando assim da recente quebra do euro face ao dólar.

O modelo de aprovisionamento da Inditex, em proximidade aos seus principais mercados na Europa, permite-lhe responder rapidamente às variações de temperatura inesperadas do continente europeu. O lucro líquido do grupo espanhol aumentou 28% para 521 milhões de euros entre 1 fevereiro e 30 abril e as vendas em base de moeda neutra aumentaram 13%, fixando-se em 4,37 mil milhões de euros, superando as previsões inicialmente avançadas.

A margem bruta subiu de 58,9% há um ano atrás, para 59,4%. A H&M reportou uma margem bruta de 55,2% nos três meses até 28 de fevereiro, quando os lucros são geralmente prejudicados pela desvalorização do inventário de inverno. «Os resultados refletem um forte desempenho operacional positivo com um crescimento de vendas comparáveis em todas as regiões», afirma Marcos Lopez, diretor de mercados de capitais da Inditex. A maior retalhista de vestuário do mundo, que inclui marcas como a insígnia de moda jovem Bershka e a cadeia de linha superior Massimo Dutti, revelou que as vendas cresceram em maio e junho, aumentando 13,5% entre 1 fevereiro e 7 junho em moedas locais.

A H&M reportou um aumento de 10% nas vendas em abril e antecipa um aumento de 8% para maio, a comprovar quando anunciar os resultados do segundo trimestre no dia 15 de junho. As ações da Inditex, que já subiram 26% este ano, caíram 0,3% durante o trimestre, em linha com o sector retalhista da Europa. Anne Critchlow, analista da firma Société Générale, estima que as vendas comparáveis, dados que a empresa não providencia, subiram 6,5% nas primeiras seis semanas do segundo trimestre, em comparação com um aumento estimado de 5,3% no primeiro trimestre. O grupo Inditex comunicou que a Zara irá lançar serviços de compras online em Taiwan, Hong Kong e Macau em 2015, em linha com os seus objetivos anuais.