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Indústria de luxo não vai deixar Europa

A indústria de luxo tenta sair da crise em que se encontra desde 2001. No entanto, as empresas decidiram manter a produção dos seus produtos em solo francês e sem entrar na dinâmica geral de deslocalização industrial. Em França, por exemplo, abriram nos últimos anos mais 19 fábricas.

 

«A Europa deve concentrar-se nos produtos de alto valor acrescentado e no “know-how”, por isso a indústria do luxo continuará a concentrar a maior parte da sua produção em França e, em menor escala em Itália e Espanha», refere Elisabeth Ponsolle, delegada geral do Comité Colbert, que agrupa 67 empresas francesas entre as quais Chanel, Dior, Hermés, Givenchy, Lacoste, Yves Saint Laurent, Guerlain e Lênotre.

 

«Entre 1995 e 2000 o conjunto de empresas de luxo multiplicaram por dois o seu volume de negócios passando de seis mil para 12 mil milhões de euros. Depois houve um retrocesso e para este ano esperamos a voltar a recuperar os 12 mil milhões de euros», assegura Ponsolle. O Comité Colbert espera que o motor do sector nos próximos anos serão os países asiáticos, especialmente a China, Coreia, Índia, Rússia e Japão.