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Inquérito da AIP dá a conhecer opinião dos empresários

O presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP), Rocha de Matos, disse ontem, na apresentação à comunicação social dos resultados do inquérito à actividade empresarial 2001, que “compete ao primeiro-ministro criar todas as condições para motivar o país”. Isto porque numa das conclusões do inquérito pode ler-se que 60% das empresas questionadas este ano afirmam que actualmente, a conjuntura económica é “má ou muito má”, noticia o jornal Público. Se o executivo não estiver disposto a criar uma política de confiança económica, Rocha Matos é claro e põe a tónica no Presidente da República. “O Presidente da República tem os instrumentos para actuar politicamente em conformidade”, demitindo o Governo. Em declarações ao Público, Rocha de Matos sublinhou ser “imprescindível” avançar já com uma remodelação do governo. Para Rocha Matos a competitividade deve ser o objectivo fundamental das políticas económicas no curto prazo, mas com resultados passíveis de serem comparados com os de outros países. O Estado deveria ainda promover uma harmonização entre um número crescente de departamentos estatais e a formação de parcerias entre as empresas e as instituições educativas, científicas, tecnológicas e financeiras. Para a AIP, estas advertências vêm ao encontro dos resultados do inquério, é que a percentagem de inquiridos com uma avaliação negativa da economia subiu para o dobro em relação ao último inquérito, realizado em Maio de 2000. Por conseguinte, 53% das mais de 900 empresas que responderam ao inquérito prevêem que este ano irá ser “pior ou muito pior” do que foi 2000. Para Jaime Lacerda, vice-presidente da associação, estas dados acrescidos à “degradação contínua dos parâmetros de actividade empresarial”, constituem um “quadro preocupante”. O número de empresas que dá conta de um aumento do volume de vendas em 2000, por comparação ao ano anterior, é praticamente igual ao do último inquérito: 69%. E apenas cerca de 44% dos inquiridos prevêem uma procura superior no mercado interno face ao ano passado, um número menor do que em 2000. Quanto às vendas no mercado externo, 47% dos inquiridos pensam que crescerão em relação a 2000. Quanto às finanças das empresas, 91% consideram-nas “boa ou muito boa”, enquanto 9% (7% em 2000) a apelidam de “má ou muito má”. Cerca de 15% prevêem uma deterioração deste indicador face ao ano passado (10% em 2000).