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Inup aposta na produção

A Inup começou como uma empresa de cariz comercial em 2011 e hoje tem como prioridade tornar-se uma sólida unidade industrial. Terceira geração dedicada aos têxteis-lar, Joaquim Ferreira decidiu, sem cortar os laços com a empresa familiar, a Docofil, escrever a sua própria história no sector.

«Sempre tive o sonho de ter uma empresa só minha e como sempre gostei muito da indústria, a ideia, quando montei a Inup, foi logo passar de uma unidade comercial para uma industrial», revelou Joaquim Ferreira na edição de janeiro do Jornal Têxtil. «Por isso vamos fazer investimentos, com o apoio do Portugal 2020, em termos de capacidade de produção, mas não só, para fabricar artigos diferenciados e com outras características de inovação. E vai ser nesse sentido que vamos continuar a evoluir», explicou o empresário.

O negócio da Inup é vestir a cama. «Sempre tive a postura de nunca me dedicar a um só artigo», afirmou Joaquim Ferreira. «Fazemos desde tecido para colchão a tecido para colcha, passando pelos lençóis e cobertores», enumerou. «Os cobertores vêm porque são uma coisa que conheço e que gosto e também quero, no fundo, fazer o a cama completa», justificou.

Com vocação exportadora, a Inup tem nos EUA o seu primeiro mercado, mas também exporta para Espanha, Inglaterra e Líbano, para citar apenas alguns dos países que acolhem a sua panóplia de artigos. «Sempre tive, na vida, uma política de começar pelo mais difícil – se ultrapassar o difícil, de certeza que vou ultrapassar o resto», referiu Joaquim Ferreira para explicar a escolha dos EUA como mercado de eleição. «Mal montei a Inup disse “vou lá porque vou demorar tempo a conseguir as primeiras encomendas”», acrescentou. Mas a Europa está igualmente na linha de mira da Inup. «Neste momento considero o mercado dos EUA mais sólido e com mais segurança no consumo. Mas a Europa está outra vez a retomar o que perdeu nos últimos anos. Aliás, neste momento, a Inup tem perspetivas de crescer na Europa», admitiu o empresário.

Com um efetivo de 24 pessoas, a empresa já fabrica 50% da produção dentro de portas, o que equivaleu a mais de 250 mil metros em 2015. «O investimento na produção tem por objetivo prestar um melhor serviço ao cliente. A ideia é que a empresa suba na faturação, não é substituir os subcontratados», assegurou Joaquim Ferreira. Em 2015, a Inup duplicou o volume de negócios, para 3,2 milhões de euros. «O serviço ao cliente melhorou porque começámos a ter produção própria», sublinhou.