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Inup soma mais um milhão

A empresa de têxteis-lar registou um aumento de 17% do volume de negócios em 2018 e tem como meta crescer a dois dígitos em 2019. Os EUA foram o principal mercado da Inup, que está também a somar clientes noutros continentes, nomeadamente na Ásia.

Em pouco mais de três anos, a Inup praticamente duplicou o volume de negócios, tendo atingido os 6 milhões de euros em 2018, o que equivale a mais um milhão do que em 2017 e a quase o dobro de 2015, quando registou 3,2 milhões de euros. «Foi um ano muito competitivo mas bom», reconhece o CEO Joaquim Ferreira, que fundou a Inup em 2011, depois de um passado ligado à empresa da família, a Docofil.

Em pouco mais de oito anos, a Inup conseguiu afirmar-se no mercado internacional. Atualmente, o mercado português representa apenas cerca de 5% dos negócios da Inup, sendo os restantes exportados para diferentes países na Europa, América, Ásia e África. «O mercado principal é os EUA», revela o empresário. Aliás, refere, em termos internacionais, «a nossa aposta vai ser sempre muito no mercado americano», embora admita que «a Ásia é um mercado que tem vindo a crescer gradualmente e é uma das nossas apostas». América Latina e alguns países de África são igualmente para manter, considerando que a conjuntura internacional permaneça favorável. «Dependemos muito da questão política internacional», sublinha Joaquim Ferreira.

Crescer a dois dígitos

As questões internas, contudo, também preocupam o CEO da Inup, que emprega 40 pessoas. «Devemos preocupar-nos com as nossas leis laborais e internas. Mas vai ser sempre difícil prever o futuro. Fala-se de uma crise grande e profunda para 2020 – esperemos que a consigamos ultrapassar de uma forma airosa. Temos que tentar salvaguardar muitas coisas, diversificar os mercados, estar mais no final da cadeia de distribuição para ver se os nossos preços nos conseguem manter no mercado por mais alguns anos», afirma Joaquim Ferreira.

Os objetivos não são, todavia, menos ambiciosos. «Queremos crescer mais uns 10% ou 15% e depois parar. As expectativas é que este seja um ano de crescimento. Pelo menos para o primeiro semestre as coisas estão bem preparadas. Vamos ver para o segundo semestre», adianta ao Portugal Têxtil.

Marca própria é trunfo

Para manter a competitividade, a Inup conta com a marca própria Inup Home, que já representa 40% das vendas, com investimentos na área produtiva e na eficiência da organização, nomeadamente ao nível dos sistemas de informação, e com uma aposta na criatividade das coleções e no serviço aos clientes, sobretudo grandes armazéns e catálogos.

«Tentamos entender bem os nossos clientes e usar matérias-primas interessantes, mas sempre focados no estilo de vida dos nossos clientes – como vivem, como mudaram os seus hábitos na decoração da casa», explica Joaquim Ferreira. «O nosso foco é nas coleções e na variedade de produto, com conceito de cama completa e banho também. Investimos muito no design, em matérias-primas nobres e diferentes e na sustentabilidade», garante.

Algodão orgânico e fios reciclados fazem parte das propostas da nova coleção, apesar desta aposta sustentável da Inup, que conta já cerca de quatro anos, ser ainda residual nas vendas finais. «Os americanos foram sempre os que mais procuraram esse tipo de produto, mas todos hoje em dia procuram. Mas ainda não há grande volume», conclui.