Início Destaques

Iora Lingerie quer ganhar mundo

Líbano, Japão, Kuwait, Arábia Saudita, EUA são estes alguns dos principais mercados da Iora Lingerie, que já passou pela New York Fashion Week. No futuro, a empresa sediada em Braga quer aumentar o volume de negócios, reforçando o posicionamento internacional.

A Iora Lingerie foi criada em 1973 por João Manuel da Costa Flores, pai de Cristina Flores, atual diretora de vendas da especialista em confeção. Na altura, a avó de Cristina Flores «tinha uma empresa de têxteis-lar, de lençóis. O meu pai precisava de fazer alguma coisa e lembrou-se das camisas de noite», conta. «Começámos com as camisas só de tecido, 100% algodão, com rendas de qualidade, que era o mais requintado possível», revela ao Portugal Têxtil. Entretanto alargaram para robes, camisas e pijamas de senhora.

Com um volume de produção a rondar as 15 mil peças, a Iora Lingerie produz essencialmente robes, camisa e pijamas de senhora, em 100% algodão (tecido e malha) e outras fibras (micromodal, por exemplo), com aplicações de rendas e bordados. Empregando 18 trabalhadores, a Iora Lingerie registou, no ano passado, um volume de negócios de cerca 450 mil euros.

Dentro de portas «fazemos tudo, exceto a matéria-prima», garante Cristina Flores. «Compramos a matéria-prima à União Europeia e grande parte também ao mercado nacional. Temos excelentes fornecedores. A partir da matéria-prima, o design, a produção… é tudo feito na nossa fábrica em Braga», explica a diretora de vendas.

Atualmente com marca própria, com o mesmo nome, que representa cerca de 5% da produção da empresa, a Iora Lingerie cria anualmente novas coleções. «São cerca de 95 peças, sempre diferentes. Apesar de ser de lingerie de noite, tentamos sempre adaptar às tendências. E mantemos sempre o mais confortável possível, com a melhor qualidade, o design sempre mais avançado», destaca Cristina Flores.

Aumentar volume de negócios com mais exportações

No futuro, a Iora Lingerie tem como objetivo aumentar o volume de negócios. «Queremos um maior posicionamento da marca lá fora. No mercado nacional já estamos bem localizados, não há por onde crescer muito mais…», admite a diretora de vendas.

A exportação representa cerca de 65% da produção da Iora Lingerie. Fora de Portugal, a especialista em confeção chega a «variadíssimos mercados» porque se trata de uma empresa «pequena» e «trabalha essencialmente com lojas», refere Cristina Flores. «Os clientes que temos são conquistados em feiras internacionais. Apesar de não estarmos em muitas lojas em cada país trabalhamos com muitos países. Líbano, Japão, Kuwait, Arábia Saudita, EUA, Canadá e o México é um dos nossos maiores clientes… Na União Europeia, estamos em Espanha, França, Holanda, Alemanha, Bélgica, Itália», enumera. Rússia e Roménia são alguns dos mercados em vista, onde a Iora Lingerie ainda não conseguiu chegar.

Para chegar a mais mercados, a especialista em roupa de dormir tem marcado presença em várias e variadas feiras internacionais. Em Paris participaram, em janeiro, na SIL, o salão internacional de lingerie, e em, julho, na Mode City. Em fevereiro passaram pela Curve New York. Ainda assim «há poucas feiras» na área, reconhece Cristina Flores. «Tenho muitas dificuldades em termos de apoios, porque há poucos expositores que queiram fazer feiras especificas de lingerie», afirma.