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Irreverência urbana na Skulk

A fazer jus à moda citadina, a Skulk encara o mercado com uma nova postura. «Ser mais irreverente» é a promessa da marca de vestuário que, além de apostar no comércio eletrónico, pretende aumentar a quota de exportação ao atingir mais pontos de venda.

Vasco Oliveira

Com quase 25 anos de existência, a Skulk prepara-se para reforçar a posição no mercado e, apesar de ter novos proprietários, a identidade da marca de moda mantém-se, mas, desta vez, mais ativa e com rumo à internacionalização. «A Skulk é uma marca que já conheço desde pequeno. Adquiria-a há um ano e meio com o Marco Maciel e, neste momento, estamos a desenvolvê-la para entrar no mercado internacional, o que nunca tinha acontecido», revela Vasco Oliveira, um dos sócios da marca e CEO da Pura Alternativa, empresa detentora da patente Skulk.

«Descontraída» e «intemporal» são os adjetivos que definem o estilo urbano da marca, que tem como público-alvo tanto o género feminino como o masculino. «Foi inspirada no urbano, no hip hop, nas danças urbanas. É uma marca que toda a gente conhece, mas estava muito apagada. Queremos ser mais irreverentes, estamos a apostar em tudo que é e-commerce, loja online e torná-la mais irreverente e diferente, para atingir novos mercados», explica ao Portugal Têxtil.

Algodão e poliéster são as matérias-primas dominantes nos artigos da marca, que se apresenta com o slogan “Urban wear for doers”. «É mais o algodão, embora estejamos a utilizar um bocado de poliéster porque nos anos de 2007/2012 a Skulk teve um boom num artigo de poliéster, o casaco, que estava no topo de vendas. Estamos a recolher a informação antiga e a reinventá-la e relançá-la», conta o empresário. «A marca sempre foi muito conhecida pelos hoodies e pelo algodão, é mesmo no que nos focamos», garante.

Ainda que o nome seja inglês, como resultado das várias visitas do criador e antigo proprietário a Londres, é no norte de Portugal, em Barcelos, que as peças da Skulk ganham vida. «Fazemos todo o design na Pura Alternativa, que é uma empresa minha e do Marco, somos sócios. E temos outras empresas, a Lopelive e a Stock Now, em que eu tenho a confeção e ele todo o resto, corte, embalamento…», esclarece.

Metas e afirmação

No final de 2019, a Skulk deu o primeiro passo além-fronteiras, ao abrir uma loja no Luxemburgo, que se junta agora à lista dos sete espaços físicos que a marca detém a nível nacional.

«O Luxemburgo foi a nossa última abertura, teve uma boa aceitação, era aquilo que tínhamos especulado. Estamos agora a ir pela Europa fora. Queremos internacionalizar nos mercados nórdicos», adianta Vasco Oliveira, salientando ainda a presença da insígnia em lojas multimarca, que pretende fazer crescer em 2020.

Investir na comunicação é igualmente uma das grandes apostas da Skulk, a par da presença no canal online. A recente estreia na Momad e também nalguns eventos desportivos em Espanha surgem neste sentido e, ainda, com o objetivo de aumentar a quota de exportação subjacente. «Vamos conseguir crescer graças às feiras. Temos de expandir a marca, mas há clientes que estão à procura do private label e também há essa possibilidade», indica.

«Espanha é o próximo mercado a entrarmos, já temos alguns contactos feitos. E depois temos muito interesse em entrar também na Noruega e Dinamarca», acrescenta. A juntar às metas e mudanças pensadas para o corrente ano, o comércio eletrónico é o principal objetivo da marca, cujo volume de negócios ronda os 400 mil euros. «Para 2020, o e-commerce é a minha principal preocupação. Abrimos a B2B e agora vamos tentar abrir a B2C até ao final do ano», confessa o empresário.