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Irsil: o segredo da eterna juventude

Fundada em 1964 pelos irmãos Fernando, José e Pedro Silva, cabe à Irsil um importante capítulo no livro da alfaiataria nacional, páginas que, depois de mais de 50 anos, a empresa ainda continua a escrever. Uma gestão de produção mais eficiente, investimentos em logística e uma estratégia comercial com novo fulgor estão a ajudar a Irsil a ter mais histórias de sucesso para contar.

Atualmente na segunda geração, representada por José Maria e Carlos Silva, a confeção de base familiar, que garante postos de trabalho a mais de 320 pessoas, tem vindo a reinventar-se entre a marca própria e o private label, adotando uma atitude mais proativa e implementando uma gestão de processos mais eficaz.

«A confeção é sazonal», explica Aires Santos, diretor comercial da empresa, na edição de junho do Jornal Têxtil. «Portanto, tem duas épocas de grande crescimento, de grande desenvolvimento e faturação e duas épocas mais baixas. Se houver uma boa gestão de timings e se anteciparem algumas produções, vai permitir, de certa forma, ganhar uma capacidade de produção desperdiçada, porque não havia carteira de encomendas. Ora, o que se fez? Uma gestão mais apertada em termos de ocupação dos timings e os resultados estão à vista», acrescenta.

A par da gestão mais eficiente da produção, a especialista em alfaiataria masculina tem vindo a encetar uma ação «mais aguerrida» em termos comerciais, com destaque para a tentativa de criar uma rede de distribuição e comercialização do produto em Espanha, mas também para a procura de novos mercados e novos clientes.

«Era uma empresa que estava com o comércio e o mercado mais ou menos estruturados e que tinha pretensões de crescer a vários níveis e foi para Espanha semear uma cadeia de agentes comerciais para comercializar o produto, foi a Paris [à Première Vision] à procura de novas oportunidades, digamos que deixou de estar sentada à espera das encomendas e começou a ir à procura delas», revela Aires Santos, que aponta Espanha como o principal mercado da empresa. França, Inglaterra e EUA têm também particular relevo nas vendas, «mas do ponto de vista do private label», afirma ao Jornal Têxtil.

Garantindo dentro de portas os processos produtivos, desde o desenvolvimento ao embalamento dos artigos para homem e «apenas a produção de vestuário de senhora», a Irsil tem vindo a trabalhar, desde a década de 1980, a marca própria Enrico Silvanni e respetivas linhas, que contam com uma rede de lojas próprias, sendo ainda comercializada em pontos de venda multimarca aquém e além-fronteiras.

A fim de melhor servir os clientes de private label e o cliente final, em 2016, a empresa efetuou ainda alguns investimentos em termos de armazém. «O processo de embalamento e expedição do produto foi melhorado, houve investimentos em termos de corte, em logística também», reforça o diretor comercial. «Todos os anos é preciso investir», conclui.