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ISPO Textrends oferece mais benefícios

As candidaturas para a edição de verão do concurso que destaca os artigos têxteis mais inovadores para a área do desporto está aberto até 30 de abril e traz como novidade uma simulação 3D para todos os materiais vencedores nas categorias Top 10, Best Product e Select.

[©ISPO Textrends]

A organização do ISPO Textrends, a cargo da Messe München, decidiu alargar os benefícios da participação no concurso, com a edição de verão a proporcionar aos vencedores no Top 10, Best Product e Select uma simulação 3D e a inclusão no ISPO Trendbook, «um importante guia para designers, gestores de produto e publicações B2B Internacionais», afirma Tânia Barros, representante em Portugal da ISPO.

«Este concurso tem como principal objetivo a simplificação do processo de investigação de novos materiais inovadores e reduzir o dispêndio de tempo para as marcas de sportswear na fase de pesquisa/avaliação», explica.

O concurso não é novidade para as empresas portuguesas, que habitualmente colocam vários artigos nas diferentes categorias. No ano passado, sublinha Tânia Barros, «a indústria têxtil portuguesa esteve de parabéns pelos resultados alcançados no concurso ISPO Textrends – foram selecionadas 24 amostras».

[©ISPO Textrends]
O regulamento do concurso prevê que cada empresa possa submeter até cinco produtos inovadores por categoria: camada de base; segunda camada; camada exterior; membranas & revestimentos; desportos de rua; beachwear; equipamentos maleáveis; fibras & isolamento; guarnições; e acessórios. Há ainda duas categorias adicionais – Accelerated Eco, para artigos com forte carga ecológica, e Performing Finishes, que destaca acabamentos inovadores – cujos vencedores são selecionados a partir dos candidatos das categorias de camada de base, segunda camada, camada exterior, equipamentos maleáveis, desportos de rua e membranas & revestimentos.

Um júri internacional irá selecionar até 60 artigos por categoria, escolhendo depois o melhor produto (Best Product), o Top 10 e até 50 produtos selecionados – todos estes irão usufruir do pacote de benefícios, que inclui a simulação 3D.

Os critérios de seleção incluem a performance, o toque, a criatividade, a inovação e a multifuncionalidade dos produtos, sendo que na categoria Accelerated Eco é também tida em conta, e como critério principal, a sustentabilidade.

Três megatendências, 5 direções têxteis

Juntamente com a abertura do concurso, a ISPO divulgou um conjunto de tendências, que incluem megatendências, cores e direções têxteis para a primavera-verão 2023, compiladas em cooperação com a especialista Louisa Smith.

Megatendência Home Truth [©ISPO Textrends]
«As megatendências mostram visões que não são específicas para uma área em particular, mas que vão influenciar toda a cadeia têxtil até ao consumidor. As paletes de cor e as tendências têxteis resultam de várias influências, desde o comportamento do consumidor à economia mundial. Cinema, música, redes sociais, arte e muitas outras atividades estão refletidas nestas tendências», destaca a ISPO no dossier das tendências, que pode ser solicitado à representante da ISPO em Portugal.

O movimento domina a visão para a estação quente de 2023, numa «viagem firme para continuarmos a evoluir e a adaptar-nos às novas soluções disponíveis na cadeia têxtil», aponta a ISPO. Ao mesmo tempo, «isto também influencia a nova abordagem do consumidor à vida, a um ritmo mais calmo, com as escolhas de estilo de vida a serem reavaliadas», acrescenta.

Megatendência Balancing Act [©ISPO Textrends]
Daqui resultam três megatendências: Home Truth, Balancing Act e Think Different.

A primeira decorre da influência e controlo que os consumidores continuam a ter nas decisões tomadas pelas marcas, em termos de design e entrega, que exige que toda a cadeia têxtil seja mais transparente. O greenwashing fica definitivamente para trás e a honestidade marca pontos.

Balancing Act baseia-se na necessidade de encontrar um equilíbrio, sobretudo depois do excesso de consumo ter sido um tema recorrente durante a pandemia de Covid-19 pelo excesso de inventário das marcas de têxteis e vestuário. «Em resposta, alguns consumidores estão a olhar para o movimento “comprar melhor, comprar menos”», assinala a ISPO, o que levanta questões relacionadas com a disparidade de rendimentos. «Para continuar a avançar, a combinação de qualidade, design, funcionalidade, transparência, reciclabilidade, economia circular e até quantidade de produção terá de ser gerida de forma estratégica para agradar a toda a gente», salienta.

Já Think Different aborda a digitalização e o seu papel na diferenciação. «Temos de olhar para os mercados, aos aspetos únicos dentro de diferentes países, e oferecer coleções limitadas sob uma marca global e criar entregas únicas», destaca a ISPO, que lembra também as possibilidades da tecnologia blockchain e da customização para cada consumidor individual, para melhorar a performance e a longevidade dos produtos.

Megatendência Think Different [©ISPO Textrends]
Daqui resultam cinco tendências têxteis, nomeadamente: Chrysalis, que se apoia em ingredientes e processos naturais para o sector dos têxteis de performance; Reverie, que combina factos com fantasia para criar têxteis mais criativos e inovadores; Impartial, um regresso aos básicos familiares e clássicos com elevada funcionalidade; Decipher, com artigos de elevada durabilidade e melhor capacidade de proteção; e Transmute, onde a tradição se transfigura com performance de alta tecnologia para artigos leves e tecidos com sensorização e características de inteligência artificial.

As cores, por seu lado, têm uma paleta de base, onde se inclui o preto, o branco e o cinzento, mas também o verde cítrico e o rosa champanhe, e mais quatro versões complementares: Soft Chaos, com cinzentos e azuis amenos; Recoup, com tons suaves quase pastel; Euphoric, com cores néon e metalizadas; e Cultivate, que recorre a tonalidades mais naturais, como o verde abacate e o água de coco.

Cores primavera-verão 2023 [©ISPO Textrends]