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ITV brasileira recupera em 2021

As projeções para 2021 anunciam, segundo a ABIT, uma retoma capaz de atingir os níveis de 2019. Uma perspetiva animadora, depois da queda na produção em 2020 causada pela pandemia, que levou várias empresas a produzir máscaras e outros EPI’s para evitar fechar portas.

[©Pixabay]

A indústria têxtil e vestuário do Brasil encerrou o ano de 2020 com uma produção estimada em 1,87 milhões de toneladas de artigos fabricados, uma previsão que a ABIT – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção espera que aumente para os 2,09 milhões de toneladas e 5,81 mil milhões de peças em 2021. Se assim for, o sector conseguirá aproximar-se dos níveis de 2019, em que produziu 2,05 milhões de toneladas e 5,94 mil milhões de peças.

Em termos de volume de negócios anual, a ABIT aponta para uma produção de 55,3 milhões de dólares (aproximadamente 45,7 milhões de euros) em têxteis e 152,1 mil milhões de dólares em vestuário, o que representará um aumento de 10,5% e de 24%, respetivamente, em comparação com 2020.

«A previsão está ligada à manutenção das atividades económicas de relativa normalidade, num ano em que ainda será necessário superar os efeitos da crise sanitária», explica Fernando Pimentel, presidente da ABIT, citado pelo Sourcing Journal. Pimentel, contudo, ressalva que se houver novos confinamentos por causa da pandemia, estes dados podem sofrer alterações.

O número de trabalhadores do sector foi também destacado pela associação brasileira que, depois de uma queda significativa em 2020, estima que volte a crescer em 2021. As projeções indicam a criação de cerca de 25 mil novos empregos, o que representa 65% da queda verificada no ano passado.

Fernando Pimentel [©ABIT]
A ABIT refere que a indústria têxtil e vestuário do Brasil pode ajudar no combate à pandemia com a produção de máscaras, tanto para venda como para oferta. Em 2020, o número de máscaras produzidas aumentou de 6,5 milhões para 140 milhões em quatro meses, com cerca de 140 empresas a converter a produção para responder à procura.

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção representa uma força produtiva de 25.200 empresas que emprega mais de 1,5 milhões de trabalhadores e gera um volume de negócios de 48,3 mil milhões de dólares. A indústria têxtil e vestuário do Brasil é a quarta maior do mundo. O sector é autossuficiente na produção de algodão e fabrica 5,5 mil milhões de peças por ano, principalmente beachwear, jeans e homewear. O pronto-a-vestir para senhora, homem e criança, assim como a roupa interior e o vestuário desportivo são outros segmentos que estão a ganhar quota no mercado internacional.