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ITV de vento em popa

Com base na análise desenvolvida pelo CENIT aos dados disponíveis no Eurostat, o valor das exportações portuguesas de têxteis e vestuário registou um crescimento de 11,6% durante o 1.º semestre de 2014, relativamente ao período homólogo do ano passado. Este resultado surge de uma subida de 12,5% verificada nas exportações destinadas ao mercado Intra-UE28, enquanto as exportações destinadas ao mercado Extra-UE28 conheceram um aumento de 7,8%. De salientar que a análise aos dados preliminares das exportações em quantidade revelou uma subida de 9,3% no volume das exportações de têxteis e vestuário de janeiro a junho de 2014, relativamente ao período homólogo de 2013. Analisando em concreto as duas principais categorias de produtos (com uma quota conjunta acima dos 60% das exportações), observa-se que as exportações de vestuário de malha (categoria 61) cresceram 12,4%, enquanto as exportações de vestuário exceto malha (categoria 62) registaram uma subida de 18,0%. No caso do vestuário de malha, o mercado Intra-UE28 subiu 13,1% e o mercado Extra-UE28 registou uma subida na ordem dos 4,9% nos primeiros seis meses do ano, relativamente ao período homólogo de 2013. As exportações de vestuário exceto malha destinadas ao mercado Intra-UE28 aumentaram 19,2%, enquanto as exportações destinadas ao mercado Extra-UE28 subiram 10,6%. As exportações de outros têxteis confecionados (categoria 63, que representa mais de 11,5% das exportações), que incluem a grande proporção dos têxteis-lar, registaram um aumento de 6,3% nos primeiros seis meses do ano, resultante de um aumento de 9,4% no mercado intracomunitário e uma diminuição de 1,0% no mercado extracomunitário. Isolando as quatro subcategorias de produtos associadas aos têxteis-lar (i.e., 6301 a 6304), verificou-se que a subida observada foi na ordem dos 6,5%. Para além das três principais categorias de produtos, salienta-se pela positiva nos primeiros seis meses do ano e entre as categorias com maior representatividade (quota na ordem dos 3,0% do valor total das exportações), o desempenho das pastas, feltros, falsos tecidos e cordoaria (categoria 56), com uma subida de 15,6%; dos artigos de algodão (categoria 52), que cresceram 10,7%; das fibras sintéticas ou artificiais, descontínuas (categoria 55), com um aumento de 7,0%; e dos tecidos impregnados e revestidos (categoria 59), com uma subida de 6,0%. Pela negativa o destaque vai para os tecidos de malha (categoria 60), com uma quebra de 1,0%. Ao nível das importações, a representatividade nos primeiros seis meses do ano foi composta, por ordem decrescente, pelos seguintes produtos: vestuário exceto malha (representou 25,7% do valor total das importações), vestuário de malha (22,6%), artigos de algodão (13,7%), filamentos sintéticos ou artificiais (10,2%) e fibras sintéticas ou artificiais descontínuas (7,2%). Nos seis primeiros meses do ano observou-se uma subida de 9,9% no valor das importações portuguesas de produtos têxteis e vestuário, resultado do aumento de 10,4% registado nas importações provenientes de países da UE28 e do aumento de 8,2% nas importações de origens Extra-UE28. Com base na análise desenvolvida aos dados disponíveis no Eurostat, o valor das exportações da UE28 de têxteis e vestuário com destino ao mercado Extra-UE28 registou um crescimento de 2,7% de janeiro a junho de 2014, relativamente ao período homólogo do ano anterior. De salientar que o valor das exportações da UE28 com destino ao mercado extracomunitário ficou cifrado na ordem dos 20,9 mil milhões de euros nos primeiros seis meses do ano. Para o período em análise, as importações comunitárias de têxteis e vestuário com origem no mercado Extra-UE28 registaram uma subida de 7,6% em relação a igual período de 2013, cifrando-se em cerca de 46,5 mil milhões de euros. Ao nível intracomunitário, as exportações de têxteis e vestuário provenientes e destinadas a Estados-membros registaram uma subida de 7,9% nos primeiros seis meses do ano, cifrando-se nos 54,7 mil milhões de euros. Para aceder ao documento do estudo, por favor clicar na ligação: Estudo de avaliação do comércio internacional – Agosto 2014.