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ITV lusa reforça aposta no vestuário profissional

Portugal esteve em destaque nos Professional Clothing Awards 2018, em Londres, com empresas como LMA, Axfilia, Damel, Trotinete e Lameirinho a mostrarem o que de melhor se faz no país neste segmento. Calvelex e o jovem designer Filipe Santana trouxeram ainda prémios para casa.

O evento anual, que este ano se realizou a 20 de junho, no Park Plaza London Riverbank, em Londres, tem como objetivo destacar as mais recentes inovações e sucessos da indústria do vestuário profissional, uma área onde Portugal tem vindo a afirmar-se. Esse mesmo foi o objetivo das empresas nacionais que estiveram envolvidas na ação promocional liderada pelo CENIT – Centro de Inteligência Têxtil, em parceria com a ANIVEC – Associação Portuguesa das Indústrias de Vestuário e Confecção e a Apiccaps – Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos, nos Professional Clothing Awards (PCA).

Matilde Vasconcelos, Nuno Pinho, Alexandra Araújo e Maria José Machado

«A nossa prioridade é, desde sempre, a investigação e desenvolvimento de novos produtos. Neste momento, e depois de consolidada a nossa posição no vestuário de desporto, achamos que faria todo o sentido conhecermos ainda melhor este sector e dar-nos a conhecer de uma forma mais direta», explicou Alexandra Araújo, CEO da LMA, ao Portugal Têxtil.

Sete magníficos em exposição

Na exposição que esteve patente no mesmo espaço onde decorreu a gala, e que juntou também artigos da Axfilia, Calvelex, Carité, Damel, Dicasi, Lameirinho e Trotinete, a LMA apresentou uma camisa e um colete produzidos em 100% PET multilobulado, com um look natural mas que permite o afastamento da humidade da pele para o exterior e uma secagem mais rápida, e uma t-shirt em algodão e PET Trevira Bioactive, «que exerce um efeito antimicrobiano permanente, que não é afetado por lavagens nem desgastes frequentes», destacou Alexandra Araújo. A presença em Londres permitiu à LMA compreender «ainda melhor as necessidades do usuário final e soluções existentes. Podemos conhecer e reconhecer-nos no meio dos grandes», afirmou a CEO.

O mesmo balanço positivo é feito por Maria José Machado, fundadora da Axfilia. «Foi um evento que nos surpreendeu pela positiva, pois as expectativas também não eram elevadas. A nossa experiência no ataque a novos mercados era mais focada na participação e visita a feiras e, por isso, esta presença foi uma nova estratégia no nosso historial. Contudo, cremos que o Reino Unido tem uma peculiar diferença com o centro da Europa e, com o apoio da ANIVEC e do CENIT, decidimos integrar esta rede para conseguirmos melhores ferramentas na entrada deste mercado», revelou a administradora da empresa especialista em vestuário profissional e de proteção ao Portugal Têxtil. Depois de uma primeira experiência na montra do ano passado, a Axfilia regressou este ano com uma mostra de meias de proteção e corporate, uma cogula de proteção em ataque a fogos urbanos e um macacão para forças policiais. Os produtores portugueses, de resto, são «claramente valorizados, embora só tenhamos este feedback dos países do centro da Europa, região onde se situam maioritariamente os nossos clientes, e na área de vestuário de proteção e trabalho. Por ser um sector de pequena dimensão, comparativamente com a moda, passamos a integrar a rede ativa dos principais players, cuja opinião que têm de Portugal é unânime: qualidade, transparência, know-how e know-why», assegurou Maria José Machado.

E o prémio foi para…

Marco e César Araújo (Calvelex)
Filipe Santana

Esta valorização foi sentida durante os PCA, com a Calvelex, que trabalha para o mercado de vestuário profissional há 34 anos, a ser galardoada com o prémio “Long Service to Textile Industry Award of the Year 2018”. Já Filipe Santana, atualmente no segundo ano do curso de Design de Moda da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, foi distinguido com o prémio PCA VISION Contest YKK Award 2018 pelo conjunto de calças, casaco e polo para instrutor de desporto, com diversas inovações ao nível do uso de fechos para adaptar as peças a diferentes atividades do dia.

A gala foi ainda a rampa de lançamento da Professional Clothing Industry Association Worldwide, que integra na sua primeira direção César Araújo, presidente da ANIVEC. «Havia uma lacuna no sector do vestuário de trabalho: não havia organização entre compradores e vendedores. Esta associação – da qual a ANIVEC faz parte porque é a associação que representa o sector em Portugal – pretende juntar todos os players e reunir os compradores com os produtores», resumiu César Araújo.