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ITV marca pontos no desporto

Os próximos craques da bola poderão deixar de ter motivos para culpar o relvado pelos maus resultados de um jogo. Tudo graças à relva sintética da Safina, uma empresa licenciada pela FIFA, que mantém sempre as mesmas características, com chuva ou sol. “Pela verdade do jogo…” é o mote da relva sintética desportiva da empresa nacional produtora de relva sintética. Permitindo mais horas de uso intenso, independentemente das condições climatéricas, e com óptima absorção ao choque, Rui Silva, director de Investigação & Desenvolvimento da Safina, não tem dúvidas que «os próximos craques da bola já só vão saber jogar em relva sintética». Para além dos jogadores, os clubes também beneficiam com esta opção, uma vez que a relva artificial mantém-se sempre verde, tem boa drenagem e exige reduzida manutenção. A Safina começou em 1971 como produtora de alcatifas mas 25 anos depois converteu-se à relva artificial, que representou 80% dos 10 milhões de euros de volume de negócios conseguidos em 2010. A empresa, que nos últimos dois anos já arrelvou mais de 20 campos de futebol no distrito de Braga, é «licenciada pela FIFA desde Janeiro, o que nos permite concorrer a concursos internacionais», explica Rui Silva. A Safina exporta 67% da sua produção e tem em Espanha o seu principal mercado, onde tem uma rede comercial, seguido pelo mercado português. Actualmente está a dar os primeiros passos em termos de contactos comerciais em países como França, Itália, Marrocos e Angola. Nesta época de futebol, os jogadores podem ainda contar com uma preciosa ajuda dos equipamentos, nomeadamente com as camisolas da marca portuguesa Lacatoni, desenvolvidas pela Universidade do Minho. As camisolas integram fibras funcionais que permitem gerir a humidade produzida pelo atleta durante a partida, evitar o aparecimento e proliferação de bactérias e fungos e regular a temperatura do corpo. «Identificámos uma série de necessidades a que essa camisola deveria responder e depois encontrámos fibras que, estruturadas numa malha seamless, pudessem responder a essas necessidades», explica Raul Fangueiro, professor e investigador da Universidade do Minho. A Lacatoni equipa actualmente os atletas de clubes como o Vitória de Guimarães, Trofense, Rio Ave e Vitória de Setúbal. Do futebol para o ténis, a empresa portuguesa Fisipe também está envolvida no desporto, com a produção de fibra acrílica para bolas de ténis. A empresa vende anualmente mais de 200 mil quilos desta fibra, o que equivale à produção de 20 milhões de bolas de ténis por ano. Esta fibra veio substituir a tradicional mistura de lã e poliamida, trazendo ganhos sobretudo ao nível do preço. «Actualmente temos um cliente americano nesta área, que tem fábricas nos EUA, Tailândia e China, e que vende para vários clientes, entre os quais destaco a produtora de bolas de ténis Penn», revela Tiago Gonçalves, director comercial da empresa, cujo volume de negócios ascendeu a 100 milhões de euros em 2010.