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ITV melhor em 2004

O Produto Interno Bruto nacional regressou, no primeiro trimestre de 2004, a variações positivas, registando um crescimento real de 0,6% e existem perspectivas de fortalecimento da actividade económica no segundo trimestre de 2004 face ao trimestre precedente assente num maior dinamismo da procura interna e externa. Efectivamente, os indicadores relativos ao consumo privado apontam para uma aceleração do ritmo de expansão da despesa privada nomeadamente em bens duradoiros.

Relativamente à ITV, o primeiro semestre de 2004 determinou uma evolução menos negativa no índice de volume de negócios da ITV em continuidade com o que já se havia verificado no primeiro trimestre. Todavia, desagregando a análise no sector têxtil e vestuário constatamos que enquanto no sector têxtil o segundo trimestre foi consideravelmente superior ao primeiro, no vestuário o cenário inverte-se. No cômputo do semestre o volume de negócios da ITV caiu 2,5% que compara com a queda de 5,8% no período homólogo de 2003. Contudo, é importante registar a variação positiva do indicador na Indústria Transformadora (IT) com um crescimento de 4,0%.

Também no emprego o primeiro semestre de 2004 foi melhor que o período homólogo de 2003 influenciado pelo andamento do sector têxtil (queda de 5,3% no primeiro semestre que compara com o recuo de 7,3% em 2003) e sobretudo do vestuário onde o emprego caiu 4,0% face aos 9,0% registados nos primeiros seis meses de 2003.

Os dados preliminares publicados pelo INE referentes à evolução da produção industrial neste período apontam, contrariamente aos indicadores anteriores, para um cenário menos favorável que o semestre homólogo com o índice de produção industrial da ITV a registar um recuo de 5,7% (relembre-se que nos primeiros seis meses de 2003 este indicador tinha caído 4,5%). Variação esta que se ficou a dever, em larga medida, à evolução negativa do vestuário uma vez que no sector têxtil, o primeiro semestre de 2004 foi superior ao período homólogo de 2003

Relativamente ao comércio internacional de produtos têxteis e do vestuário, as estimativas do Observatório Têxtil do CENESTAP para o período compreendido entre Janeiro e Maio, apontam uma queda de 1,5% das exportações e um aumento de 0,1% das importações. De facto, as saídas do mercado nacional perfizeram 1.914,6 milhões de euros correspondendo a 15,4% das exportações totais de bens a nível nacional. Destaca-se o sector do vestuário responsável por 63,3% das saídas da ITV.

A queda ligeira das exportações ocultou variações distintas no sector têxtil e no vestuário tendo o primeiro registado, de acordo com as estimativas do Observatório, uma queda homóloga de 4,69% parcialmente compensada pela variação positiva de 0,43% no segundo.

Um aspecto importante está relacionado com o aumento das importações nos primeiros cinco meses do ano. Efectivamente, as entradas de produtos da ITV ascenderam a 1.323,8 milhões de euros sendo maioritariamente produtos têxteis uma vez que o vestuário teve um peso de 37,7%. O comportamento das importações assentou no maior dinamismo das entradas de vestuário que aumentaram 5,55% no período em análise face a uma queda de 2,88% no sector têxtil.

Conjugando a evolução das exportações com a das importações somos levados a concluir pelo agravamento do saldo da Balança Comercial que se fixou em 590,8 milhões de euros, menos 5,0% que no período homólogo de 2003.

Esta informação é apresentada emEstudo, disponível no PortugalTextil.com