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ITV na agenda do Presidente

O percurso do Presidente da República durante o dia de amanhã, 27 de março, passa pela Impetus, especialista na produção de roupa interior, que além da marca própria, detém as licenças Coup de Cour, Eden Park e ReplayUnderwear, assim como a gama de produtos inovadores ProtechDry. Com um volume de negócios que ronda os 40 milhões de euros, a empresa, que emprega cerca de 700 pessoas, vende em 35 mercados internacionais. Do programa consta ainda a visita à Scoop, uma empresa de vestuário técnico, especializada em desportos de inverno, que produz os fatos de snowboard para a Federação Italiana da modalidade, equipou as equipas olímpica e paralímpica da Rússia nos Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi 2014 e prepara-se para vestir os milhões de fãs da NFL, a principal liga de futebol americano, com produtos feitos em Portugal especificamente para celebrar, em 2016, os 50 anos do Super Bowl (ver Na pista do sucesso) e à Riopele – um colosso da indústria têxtil e vestuário portuguesa, com uma história de 88 anos, que emprega mais de mil trabalhadores e registou em 2013 um volume de negócios de 71 milhões de euros, grande parte do qual para exportação. O Presidente da República irá ainda conhecer o Citeve – Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal e o CeNTI – Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes. O quarto dia do Roteiro para uma Economia Dinâmica termina com uma sessão de homenagem ao sector têxtil e vestuário e uma cerimónia comemorativa dos 50 anos da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal. «Naturalmente é uma grande satisfação e uma grande honra que o Presidente da República tenha acedido ao convite da ATP para dedicar uma jornada ao sector», afirma Paulo Vaz, diretor-geral da ATP. «Mas também é uma mostra da importância que esta indústria tem hoje para a sociedade e para a economia do país», acrescenta. Em 2014, o sector têxtil e vestuário registou um volume de negócios de 6,43 mil milhões de euros e exportações de 4,62 mil milhões de euros. Segundo uma fonte da Presidência da República citada pela Lusa, «depois das tormentas, o ano de 2014 foi o melhor dos últimos 11 nas exportações do sector». A mesma fonte realçou aos jornalistas que «o problema não é a competitividade, o que é preciso é criar condições para as empresas continuarem a crescer». Além disso, referiu, o sector passou por um período de reconversão ao longo da última década, com uma aposta em mão de obra mais especializada e capaz de operar máquinas mais sofisticadas e materiais mais técnicos. «Começou-se a trabalhar com produtos inovadores, com máquinas mais sofisticadas», sublinhou, sustentando que hoje em dia o sector têxtil e vestuário está a crescer e é rentável.