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ITV nacional com ano próspero

Ao longo dos seus 20 anos, o Jornal Têxtil procurou acompanhar a mutação nos hábitos de leitura das novas gerações, transferindo as notícias da indústria têxtil e vestuário do papel para as páginas digitais do Portugal Têxtil. Por isso, de janeiro a dezembro, foi possível conhecer entre cliques os desafios da indústria 4.0 e da mão-de-obra, os do mercado interno e os colocados além-fronteiras.

Diastêxtil/Sonix

Nos últimos 12 meses, o Portugal Têxtil levou até aos seus leitores as boas-novas que fizeram a diferença para e na indústria têxtil e vestuário (ITV) nacional. Eis, agora, um sumário do ano da boa aluna das exportações nacionais.

Mundotêxtil

Este ano começou a escrever-se Em nome do Pai, fazendo o retrato das novas gerações que estão a chegar ao sector dos têxteis-lar. Empresas como a Bovi, Crispim Abreu, JF Almeida, Alda Têxteis e Mundotêxtil têm vindo a preparar o futuro, com as mãos da segunda ou terceira geração a partilhar o leme dos negócios. Estes jovens empresários estão a levar as empresas fundadas por pais ou avós para o século XXI, mas mantendo-se fiéis às histórias de sucesso gravadas pelos antepassados.

O mês de fevereiro foi dedicado às metamorfoses da fiação, na edição Os senhores dos anéis. Com apenas alguns anos de atividade ou já com uma posição de décadas no mercado, as fiações portuguesas estão a assumir maior relevo no tecido industrial nacional e há novos investimentos a dinamizar o sector. Somelos Mix, Polopique, Inovafil, Tearfil, Filasa e Fiação da Graça revelaram as suas mais recentes apostas e as perspetivas de evolução para o sector em Portugal e no mundo.

Fiação da Graça

Na edição de março do Jornal Têxtil e no decorrer do ano no Portugal Têxtil analisaram-se as categorias de artigos “made in Portugal” mais procuradas pelos clientes internacionais nos fios, tecidos, têxteis-lar e vestuário, incluindo o ponto de vista dos protagonistas, desde as empresas – como a Albano Morgado, Fateba, Fitecom, Flor da Moda, Heliotextil, Joaps Malhas, Lipaco, Malhas Ribeiro, Paula Borges, Paulo de Oliveira, Têxteis Penedo, Vilartex e Villafelpos – às associações que as representam.

Heliotêxtil

Abril, modas mil. No seguimento da intervenção no desfile de Dino Alves na ModaLisboa, em abril, o Jornal Têxtil foi questionar os designers de moda sobre a situação do consumo de moda de autor em Portugal e as estratégias que cada um está a usar para desenvolver e viver (d)o seu negócio.

Às páginas do Portugal Têxtil chegaram, entretanto, os modelos de negócio de nomes como Anabela Baldaque, Luís Carvalho, Luís Buchinho, Diogo Miranda, Alexandra Moura e Alves/Gonçalves. Mais recentemente, analisaram-se também as sinergias criadas entre designers como Susana Bettencourt e empresas como a SMBM no artigo Moda e indústria trocam alianças.

Susana Bettencourt + Fifitex by SMBM

Olha o Robot! e a indústria 4.0 deram o mote à edição de maio do Jornal Têxtil. A evolução da tecnologia está a gerar novos desafios e novas oportunidades para a indústria têxtil e vestuário, com a Indústria 4.0 a dar os primeiros passos em Portugal, como provam inclusive muitos dos destaques do Portugal Têxtil nos últimos 12 meses.

No mês em que se realizou a feira de tecnologia para o processamento de têxteis e materiais flexíveis Texprocess (em paralelo com a Techtextil), analisou-se o posicionamento de empresas como a Fiorima e algumas das medidas que o governo português está a implementar para estimular a adoção dos princípios da Indústria 4.0. Ainda neste domínio, a Olbo & Mehler continuou a afirmar-se como player de referência no sector dos têxteis técnicos, numa estratégia de Portugal para o mundo, e, no campo da I&D, a Sedacor, em parceria com a Têxteis Penedo, o Citeve e o LSRE-LCM, desvendou o projeto de industrialização de um fio com cortiça.

Olbo&Mehler

No mês de junho, a Techtextil/Texprocess fez manchete, tal como a força lusa em ambas as feiras. Foram 24 os expositores portugueses presentes na mais recente edição da Techtextil, que se realizou de 9 a 12 de maio. ERT e Tintex foram duas das empresas nacionais participantes no certame dedicado aos têxteis técnicos e não-tecidos, com soluções inovadoras.

Logo depois, o vestuário, o calçado e a ourivesaria uniram-se na promoção da moda criada em Portugal, numa iniciativa do CENIT que invadiu três cidades de relevo no panorama mundial. Cinquenta marcas e empresas nacionais fizeram, em menos de uma semana, um périplo por Londres, Florença e Paris.

Cordeiro, Campos & Ca.

Na edição de julho-agosto do Jornal Têxtil (ver ModaPortugal ao ataque) resumiu-se a presença nacional nos Professional Clothing Awards (ver Portugal e Inglaterra de olhos postos no futuro), incluindo a exposição com produtos desenvolvidos por 16 empresas têxteis, de vestuário e calçado (ver (A)Mar Portugal em Paris), assim como do sucesso da mostra Kids Moda.Portugal na Pitti Bimbo (ver Pitti Bimbo em português).

Na edição de setembro, pintou-se o retrato do Cávado, o Vale da Malha através de seis empresas diferentes e com modelos de negócio díspares. Alberto Figueiredo, presidente do grupo Impetus, e Conceição Dias, presidente do grupo Diastêxtil, revelaram, em entrevista, o percurso, as oportunidades e as dificuldades de estar no vale do Cávado. A imagem ficou completa com a perspetiva da Iris – o projeto conjunto de tinturaria da NGS Malhas e da Gabritex –, da NGS Malhas, da GBTX e da Cordeiro, Campos & Ca.

CeNTI

Em outubro, o CeNTI foi o grande protagonista do Jornal Têxtil (ver Mentes Brilhantes). Depois de 11 anos de atividade, o centro de nanotecnologia e materiais técnicos, funcionais e inteligentes tornou-se parceiro de I&D por excelência para muitas empresas da indústria têxtil e vestuário nacional e está na origem de grandes projetos, que já valeram 67 pedidos de patente. Foi ainda possível conhecer em profundidade o trabalho realizado pelo CeNTI e pela sua equipa de quase 70 investigadores, nomeadamente os projetos iTechInovcar, Skhincaps, Nanosmart, iParasol, Picasso (ver Tintex: inovação de dentro para fora) e 1D-Neon.

A participação portuguesa na Première Vision Paris tem vindo a crescer, como ficou demonstrado na edição de setembro do salão, onde o trabalho e as coleções nacionais receberam rasgados elogios. Da nomeação da A. Sampaio e da Riopele para os PV Awards (ver Dois portugueses nos PV Awards) à coleção criativa da Somelos Tecidos, passando pela duplicação em número de empresas nacionais na PV Yarns – com a estreia da JF Almeida, da Lipaco e da SMBM – e na Knitwear Solutions, onde se estreou a Elmate, e pela crescente presença na PV Manufacturing, onde destacaram nomes como Calvelex, Goucam, Raith, Squarcione, António Manuel de Sousa, J. Caetano ou ainda a Custoitex, todos com muitos e bons argumentos a favor do “made in Portugal”.

JF Almeida

Empenhadas em levar o know-how nacional ao resto do mundo estiveram igualmente a Consifex, a Newplaids, a JPS Home & Textile e a Olmac, esta última com um portefólio cada vez mais diversificado de vestuário técnico, para áreas como os desportos de inverno, vestuário de trabalho e equipamentos para bombeiros, entre outras.

Riopele

A mais recente edição do Jornal Têxtil, novembro de 2017 (ver Os têxteis do futuro), mostrou que a resiliência do DET deu frutos e o curso de Engenharia Têxtil da Universidade do Minho voltou a insuflar-se de vida, com muitos estudantes atraídos pela inovação que é hoje apanágio do sector e que o Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil cultiva em parceria com empresas como Inovafil, Somelos Tecidos, Lasa ou Latino.

Nas páginas digitais do Portugal Têxtil foi, entretanto, catalogada a condecoração da Riopele, que apresentou a sua mais recente marca, Tenowa, bem como a implementação do projeto 360 da Velérius (ver Valérius procura futuro verde), os novos investimentos da Facol e a recente certificação STeP da Sonicarla. Uma indústria de saber fazer, em que assumimos como missão fazer saber (ver Designers europeus à descoberta da ITV lusa e Regresso à indústria)

Calvelex

Estas e outras notícias podem ser exploradas na “tag” Empresas do Portugal Têxtil.

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