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ITV portuguesa ganha mercado

Espanha e EUA foram os principais impulsionadores do crescimento das exportações portuguesas de têxteis e vestuário, que se mantiveram em rota ascendente entre janeiro e agosto de 2015, com os envios para os mercados externos a registarem um aumento de 3,5%.

Segundo os dados veiculados pela ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, com base nos dados do INE, nos primeiros oito meses do ano as exportações da indústria têxtil e vestuário atingiram 3,25 milhões de euros, em comparação com os 3,14 milhões de euros registados no período homólogo de 2014.

As exportações de artigos têxteis confecionados, entre os quais se contabilizam os têxteis-lar, registaram o maior crescimento (+8,2%, para 458,7 milhões de euros), seguidas das exportações de têxteis (+3,7% para 835,7 milhões de euros). As de vestuário, por seu lado, subiram 2,4%, para 1,96 mil milhões de euros.

Em comunicado, o presidente da ATP, João Costa, destaca o crescimento de algumas matérias-primas, nomeadamente «as exportações de filamentos sintéticos ou artificiais, com uma evolução de 18,3%. Merecem ainda realce as exportações de tapetes e outros revestimentos têxteis, com um crescimento de 15,1%, e de têxteis impregnados, revestidos, recobertos ou estratificados entre outros, destinados aos usos técnicos, com um aumento de 6,9%».

Em termos geográficos, «Espanha e EUA continuam a ser os mercados com maior crescimento absoluto (acréscimo de 85 milhões de euros e 44 milhões de euros, respetivamente, face ao período homólogo de 2014), correspondendo a um crescimento relativo de 8,6% e 29,8%, respetivamente», refere João Costa.

O Reino Unido (+1,6%, para 295,2 milhões de euros), a Alemanha (+3,6%, para 276,5 milhões de euros) e os Países Baixos (+3,2%, para 108,7 milhões de euros) registaram igualmente crescimento. Já em sentido inverso, e entre os 10 principais clientes dos têxteis e vestuário portugueses, as exportações registaram quebras para França (-2,9%, para 423,8 milhões de euros), Itália (-5%, para 126,6 milhões de euros), Bélgica (-7,8%, para 66,95 milhões de euros) e Dinamarca (-1,3%, para 52,6 milhões de euros).

O presidente da ATP sublinha ainda pela positiva «a evolução das exportações em mercados menos tradicionais, como sejam: o Canadá (15,8), a Argentina (104,3%), os Emiratos Árabes Unidos (21,8%), o Japão (23,7%), Hong-Kong (17,5%) e a Austrália (12%)».