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ITV portuguesa vale mais

Os dados finais da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal para 2012 são reveladores da importância do sector na economia nacional. Segundo a associação, em 2012 a Indústria Têxtil e Vestuário (ITV) portuguesa exportou 4.130 milhões de euros, para 170 destinos diferentes, «tendo o seu esforço de expansão para mercados extracomunitários sido compensado com um crescimento das exportações para estes mercados superior a 7%, face a 2011», refere o comunicado assinado por João Costa, recentemente reconduzido no cargo de presidente da ATP. «É o segundo maior exportador nacional, logo a seguir ao sector automóvel», destaca. Entre as várias categorias que compõem as exportações, ressalva-se o maior valor acrescentado de artigos como t-shirts de algodão, o principal produto exportado pela ITV nacional, cujo valor aumentou cerca de 40% nos últimos quatro anos, resultado, aponta João Costa, do «investimento das empresas deste sector no aumento do valor acrescentado dos produtos, nomeadamente através da diferenciação assente nos fatores qualidade, inovação, design e moda». Os têxteis funcionais e técnicos estão igualmente em evidência. A indústria de cordoaria e redes exportou mais 15% do que em 2011, num total de 181 milhões de euros, enquanto as exportações de tecidos especiais e de artigos têxteis para usos técnicos registaram um aumento de cerca de 80% nos últimos sete anos, o que, segundo a associação, corresponde a um crescimento superior a 145 milhões de euros. O balanço comercial do sector foi igualmente o melhor dos últimos sete anos, destaca a ATP, tendo encerrado 2012 com um valor de 1.085 milhões de euros, o que representa um aumento de 42% em comparação com 2011. A ITV portuguesa é responsável por cerca de 10% das exportações nacionais, 130 mil postos de trabalho e um volume de negócios de, aproximadamente, 6 mil milhões de euros, o equivalente a 8% do volume de negócios da indústria transformadora portuguesa. «O sector têxtil e vestuário português realizou uma notável restruturação ao longo da década, evoluindo para uma atividade industrial de private label mais sofisticado, com mais elevado domínio da engenharia do produto e do processo, desenvolvendo um subsector de têxteis de grande tecnicidade, em contínuo crescimento, e gerando um crescente número de marcas made in Portugal, de sofisticado conceito e imagem de nível global», resume João Costa, em relação a estes resultados.