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ITV ruma à Maroc in Mode

Cerca de 175 expositores internacionais já confirmaram a sua presença na próxima edição da Maroc in Mode. A feira marroquina, que se realiza a 11 e 12 de outubro em Marraquexe, irá acolher fornecedores de fios, tecidos e acessórios e produtores de vestuário de toda a região euro-mediterrânica.

Na cidade que conquistou Yves Saint Laurent e mereceu rasgados elogios de Winston Churchill, 175 empresas de Marrocos e países vizinhos irão concentrar-se durante dois dias para apresentar as novas propostas de produtos e serviços para a indústria têxtil e vestuário.

À semelhança das edições anteriores, a feira antecipa a visita de mais de 1.500 compradores de toda a região (em 2017 foram 1.779 visitantes – ver Marrocos e Portugal mais próximos) e estará dividida em cinco “ecossistemas”: fast fashion; denim; jersey, malhas e lingerie; vestuário técnico, sportswear e leisure; e marcas.

O denim, de resto, será uma das áreas em foco, nomeadamente no que concerne à produção sustentável. «A produção sustentável de denim é uma das forças dos fornecedores marroquinos e é muito apoiada no contexto da produção industrial. Um dos exemplos é a marca Koala, do New Wash Group, que é produzida de forma sustentável ao longo de toda a cadeia produtiva», refere em comunicado a organização, a cargo da associação sectorial Amith. Nesta área da responsabilidade ambiental, adianta, «Marrocos tem objetivos ambiciosos: até 2030, ser o primeiro país africano em que 52% das necessidades energéticas do país são provenientes de fontes de energia renováveis, como a energia solar, hídrica e eólica».

A organização da Maroc in Mode destaca ainda a força do mercado marroquino para atrair cada vez mais expositores e compradores. «Marrocos, líder em termos económicos da região Euromed, ocupa o 8.º lugar entre os países exportadores de têxteis para a Europa (+5% em termos anuais) e oferece condições de produção extremamente favoráveis, devido à sua estabilidade política e social, uma posição geoestratégica favorável, infraestruturas modernas e acesso livre aos mercados europeus», aponta, acrescentando também que «o governo está a investir fortemente no desenvolvimento do país para o transformar num centro importante para o Norte de África».

De acordo com os dados da Amith, a indústria têxtil e vestuário é a maior empregadora do país, com 180 mil trabalhadores, um número que deverá aumentar, já que se prevê a adição de mais 100 mil postos de trabalho até 2020. O país tem mais de 1.600 empresas com uma capacidade de produção superior a mais de mil milhões de peças e as exportações da indústria de vestuário representaram 25% de todas as exportações marroquinas, com um valor de 3 mil milhões de euros, em 2016.