Início Arquivo

ITV segura exportações

As férias parecem não ter afetado o ímpeto das exportações da indústria têxtil e vestuário portuguesa, que entre junho e julho registaram um crescimento de 15,7%. Apesar da quebra de 1,5% em comparação com o mesmo mês de 2012, o balanço dos primeiros sete meses do ano continua a mostrar que o sector se mantém forte e estável nos mercados internacionais. De acordo com os dados mais recentes publicados pela ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal com base nos números disponibilizados pelo INE, as exportações do sector aumentaram 0,7% até julho, ultrapassando os 2,51 mil milhões de euros. A indústria têxtil, com um crescimento de 4%, registou um comportamento superior ao das exportações da indústria de vestuário, que não resistiu à queda de 11,4% da categoria de vestuário e acessórios de malha e, no total, apresentou um comportamento negativo (-1,2%). Já pela positiva destacaram-se os têxteis-lar e os tecidos de malha. «Os artigos têxteis confecionados, entre os quais os têxteis-lar, continuam a mostrar bons resultados, com um crescimento das exportações superior a 10%. As exportações de tecidos de malha aumentaram quase 7%, enquanto as de vestuário e acessórios de malha subiram quase 5% (o que se consubstanciou num crescimento absoluto superior a 42 milhões de euros)», acrescenta Paulo Vaz, diretor-geral da ATP, em comunicado. As importações também ficaram em terreno positivo nos primeiros sete meses de 2013, tendo aumentado 4,5%. As importações de matérias-primas de algodão foram as que registaram o crescimento mais elevado entre janeiro e julho (+33,1%), seguidas das de tecidos em malha (+14,5%) e das de pastas, feltros e artigos de cordoaria (+13,3%). «Já as importações de produtos acabados continuam a cair: as de tapetes e outros revestimentos caíram cerca de 6%, as de vestuário e acessórios de malha cerca de 3% e as de outros artigos têxteis confecionados cerca de 8%», aponta o diretor-geral da associação. A balança comercial, por seu lado, mantém-se de pedra e cal no “verde”, com um saldo positivo de 678 milhões de euros, «sendo que o tipo de produtos que mais contribui para este excelente resultado é o vestuário e acessórios em malha, com um saldo positivo de quase 580 milhões de euros», conclui Paulo Vaz.