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ITV suíça procura nichos no mercado mundial

Oliver Weisbrod, biólogo e desde Agosto director da Weisbrod-Zürrer, afirma que«o azeite é extremamente agressivo, mas o molho de salada deixou de ser problema». O seu pai, Ronald Weisbrod, sujou voluntariamente a sua gravata de seda com azeite, no entanto, mesmo com o acabamento Coccontec ficaram alguns vestígios do agressor. No caso do vinho tinto, molho e ketchup os resultados foram bem mais positivos.

A Cocoontec é, de acordo com Weisbrod, uma tecnologia única a nível mundial, que repele nódoas mantendo as características dos tecidos intactas. Weisbrod, com a sua inovação, é um exemplo das fábricas pioneiras suíças. A indústria do país também sofre com a pressão do mercado têxtil internacional. No último ano, o volume de negócios das cerca de 200 empresas membro da Associação Têxtil Suiça desceu 2,3 por cento, atingindo 2,3 mil milhões de euros.

O sector têxtil sofreu uma queda de 5 por cento, o que equivale a1,3 mil milhões de euros, enquanto o vestuário conseguiu registar um aumento de 1,5 por cento, atingindo quase 1,02 mil milhões de euros. Esta subida tem, na sua maioria, origem nos acessórios de vestuário. Max R. Hungerbülher, presidente da Swiss Textiles, critica a política social e de energia da Suiça e lamenta a perda de algumas oportunidades de estabelecer acordos de livre comércio com os EUA.

Contudo, é de opinião que o seu sector já habituado a lutar tem boas hipóteses se se apoiar numa das suas característica: o trabalho meticuloso. Para ajudar nesta batalha foi criada a Swiss Texnet, uma rede de trabalho têxtil inovadora. Weisbrod tenta compensar as suas perdas no vestuário de senhora com novos desenvolvimentos na área dos têxteis-lar e através da criação de uma marca própria de gravatas para o comércio on-line.

A empresa de tecelagem e fiação Création Baumann procura também reagir depois do seu volume de negócios ter estagnado em 2003 nos 38,9 milhões deeuros e a procura de fio nas 252 toneladas. No último ano registou uma subida, no caso dos fios, atingindo as 374 toneladas (comparativamente às 343 do ano anterior). O produtor atribui este crescimento a tecidos de valor acrescido para cortinas e estofos e tecidos funcionais para a indústria da higiene para a qual tinge cordões.

A Baumann utiliza para fim próprio, até ao momento, apenas um terço da sua tinturaria. A empresa procura alargar a categoria de tecidos exclusivos para hotéis e outros edifícios. Os tecidos que absorvem o som são outra novidade e poderão vir a ser usados no museu Paul Klee, em Berna.

O abrandamento do consumo é igualmente um dos temas que preocupa o produtor de fios Harmann Bühler. Em cooperação com a empresa de acabamentos têxteis Johann Müller, desenvolveu o fio Swiss Cotton Rainbow®, o qual, de acordo com as informações da empresa tem uma capacidade de mudança igual à do camaleão. Se o Rainbow for escolhido para produzir uma t-shirt não é necessário decidir antecipadamente a cor, o que permite uma flexibilidade no caso das tendências das cores e tempos de produção mais curtos.

A Weisbrod deve 90 por cento do seu volume de negócios às exportações, a Baumann 70 por cento e a Bühler 85 por cento. Isto significa que têm de implementar os seus produtos a nível mundial. «Qual é o futuro da Suiça na Europa?» – esta é uma das perguntas da Swiss Textiles, para a qual ainda não obteve uma resposta satisfatória por parte do seu governo.