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J. F. Almeida a todo o vapor

O binómio produto-serviço está, cada vez mais, no centro da estratégia da J. F. Almeida. A especialista em felpos continua imparável na inovação do produto e na reinvenção do negócio, tendo investido num novo centro logístico para acelerar a resposta e garantir a satisfação dos clientes.

Depois de um crescimento a dois dígitos em 2015, de 11,5% para 36 milhões de euros, a J. F. Almeida prepara-se para dar igual salto e chegar «aos 40 milhões de euros no final do corrente ano», revelou na edição de abril do Jornal Têxtil, o presidente da empresa, Joaquim Almeida.

Um crescimento que deverá passar pela conquista dos EUA, «um mercado grande, com potencial», e pela consolidação da aposta em novas áreas de negócio, como a comercialização de fios tintos. «Já vendemos o fio pronto a entrar na máquina. É uma resposta muito rápida e uma mais-valia para os clientes», sublinhou.

É também para reforçar esta resposta rápida ao cliente que a J. F. Almeida inaugurou, em janeiro último, numa cerimónia apadrinhada pelo Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, um novo centro logístico. «Qual é o nosso sucesso? É a nossa resposta», admite o presidente da empresa. «Ainda agora acabámos de fazer um armazém de logística precisamente para ter respostas imediatas, artigo em stock e para no espaço de 24 a 48 horas ter a mercadoria em casa do cliente. Isto a nível europeu», explicou. «Este armazém de logística tem a capacidade para 4.400 paletes, o que corresponde a 160 camiões TIR», indicou.

No ano passado, foi a vez da imagem ser renovada, num processo que envolveu desde o logótipo aos catálogos. E quanto às coleções, «nunca investimos tanto em design como agora, temos muita gente na criação», assegurou Joaquim Almeida ao Jornal Têxtil.

Todo este investimento, tanto em recursos humanos como tecnológicos – desde a fiação à confeção, passando pela tecelagem e pelo enobrecimento –, está espelhado na coleção da J. F. Almeida para 2016, onde se destacam os têxteis-lar com fios estampados e as misturas de algodão com linho, modal, viscose, liocel,… «Portugal está numa boa posição. Falando dos felpos, somos reconhecidos, não só ao nível europeu mas mundialmente, como os melhores. A recente crise – porque há crises que também são benéficas – obrigou-nos a aplicar mais, a ser mais profissionais e a desenvolver novos produtos com mais qualidade, mais design», justificou. «Esta indústria é importante para o nosso país como empregadora, como exportadora», enfatizou.

Os recursos da J. F. Almeida não se esgotam, no entanto, no felpo, embora este seja inegavelmente o produto-bandeira da empresa. «Não estamos só vocacionados para os felpos», garantiu Joaquim Almeida. «A nossa estratégia, essencialmente, é a produção dos felpos, mas vamos introduzindo outros produtos que nos tragam valor acrescentado. Por isso, estamos noutros segmentos onde sentimos menos concorrência, onde podemos marcar a diferença», esclareceu, sem deixar de afirmar que o objetivo, sempre, «é servir o cliente», o que já se tornou a máxima da empresa.