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Joaps Malhas à frente da moda

Presente desde setembro último na Première Vision Fabrics, a Joaps Malhas tem procurado expandir fortemente a carteira de clientes, onde constam já nomes como Burberry e AllSaints, com uma oferta variada, da moda aos artigos técnicos.

Na última edição do salão de tecidos, a moda esteve em destaque, com propostas para a primavera-verão 2017 onde predominam o liocel, a seda, o jacquard, estampados, foiles, devorés e sublimados, direcionados sobretudo para o segmento de senhora. «Fazemos a coleção de acordo com a paleta de cores e as tendências da Première Vision», contou Carla Araújo, que acumula funções de marketing e desenvolvimento de produto na Joaps Malhas, na edição de fevereiro do Jornal Têxtil.

Mas a oferta é variada, graças à capacidade produtiva, alimentada pelos 23 teares que constituem o parque de máquinas da empresa. «Fazemos desenvolvimentos e somos tricotadores. O tingimento e os acabamentos são subcontratados», explicou a responsável de marketing e desenvolvimento de produto.

A Joaps Malhas desenvolve igualmente propostas de malhas técnicas, com propriedades como antiodor, impermeabilidade, secagem rápida e várias outras funcionalidades especiais. «Acabamos por ter clientes que também procuram artigos técnicos, porque na Première Vision visitam-nos pessoas de todo o mundo», destacou.

Suécia, Lituânia e Inglaterra são os principais mercados da empresa, que exporta atualmente 35% da produção. «A exportação é muito recente. Temos aumentado gradualmente e é mesmo com os contactos que temos tido nas feiras», adiantou Carla Araújo. França, Espanha e Alemanha, para onde já vende, são países que se encontram na linha de mira da Joaps Malhas, que está ainda ativamente à procura de novos clientes e mercados. «A nossa perspetiva para aumentar as vendas é mesmo apostar nas feiras, na internacionalização, porque a ideia é exportar cada vez mais, direta e indiretamente», acrescentou. AllSaints e Burberry fazem parte da lista de clientes da empresa, que emprega 26 pessoas e faturou 5,5 milhões de euros em 2015. «Há dois anos foi um ano ótimo, 2015 não piorou – foi um ano muito equilibrado», referiu.

A aposta crescente nas feiras e em produtos diferenciados, contudo, animam as perspetivas para este ano. «Esperamos que 2016 seja um ano melhor, também porque os investimentos têm sido superiores, tanto no desenvolvimento como na parte comercial», revelou a responsável. «A formação é importante. Se as pessoas tiverem sempre a mentalidade no sentido de evoluir e estar a par da realidade, não ficam estagnadas e adquirem outra visão», reconheceu, daí a importância de sair da empresa e do país e estar presente em feiras internacionais. «Proporciona outra forma de ver as coisas, completamente distinta. É crucial estar a par das tendências, perceber as necessidades e ir ao encontro do cliente», concluiu Carla Araújo.