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Jobitex reforça produção

A empresa de têxteis-lar está a instalar uma nova linha de produção de almofadas que irá melhorar a eficiência e aumentar a sua capacidade industrial. Um reforço tecnológico que chega numa altura em que a Jobitex está mais competitiva nos mercados externos e a chegar a mais países.

Pedro Martins e Vítor Teixeira

A nova linha de produção de almofadas ficará concluída ainda este ano e terá uma capacidade diária na ordem das 2 mil almofadas. «Estamos a acabar a linha de produção das almofadas», garante Vítor Teixeira, diretor de exportação da Jobitex. «É uma linha que se pode considerar de alta tecnologia», sublinha Pedro Martins, comercial da empresa, que adianta que «a renovação do equipamento prevê-se concluída em setembro ou outubro».

Almofadas e edredões são os principais artigos que saem da Jobitex, mas a empresa veste toda a casa, incluindo a cozinha e a sala. «Produzimos cobertas, almofadas, cortinas… Acabamos por trabalhar todo o tipo de têxteis para o lar, em várias gamas de qualidade», revela Vítor Teixeira ao Portugal Têxtil.

A produção é, essencialmente, realizada dentro de portas, graças a dois teares em contínua atividade, consagrados essencialmente às colchas, e a 12 trabalhadores dedicados, aos quais se juntam freelancers e colaboradores externos em produção a feitio nas alturas de maior procura. «Temos uma boa capacidade de resposta às encomendas, tanto em colchas, como em almofadas, que são o nosso forte em termos de indústria», afirma Pedro Martins.

A variedade de materiais usados, nomeadamente a proporção das misturas algodão/poliéster, permitem à Jobitex atuar em diferentes segmentos de mercado. «Podemos produzir o mesmo padrão em diferentes qualidades de tecido e, assim, variar bastante o preço do produto final», destaca o comercial.

Da América à China

A quota de exportação da empresa situa-se nos 30%, com Espanha, França, Holanda e Alemanha a serem os principais mercados, a que se somam vendas também para a América do Sul. A meta é, no entanto, continuar a diversificar os destinos, com vários alvos na linha de mira.

«Temos sempre a América do Norte – é um grande mercado que alimenta bastante as empresas por si só. E a China começa a ter, cada vez mais, uma classe média forte, portanto, também é um mercado onde seria muito bom entrar. Procuramos uma oportunidade boa para iniciar essa relação», explica o diretor de exportação. «Também a Rússia é um grande mercado em expansão e tem muito mais abertura agora em comparação com há alguns anos, em que fizemos uma missão lá e foi muito difícil o contacto. Mas estivemos recentemente na Rússia numa nova missão e houve muito mais contacto. Notámos maior interesse da parte deles em iniciar uma relação comercial connosco e com Portugal», adianta.

Muitos destes contactos internacionais têm sido estabelecidos em feiras profissionais, da Guimarães Home Fashion Week à Heimtextil, em Frankfurt, passando por certames em França, Espanha e Colômbia. Retalhistas e department stores, assim como a grande distribuição, particularmente em Portugal, fazem parte da lista de clientes da Jobitex, que tanto produz com a marca própria como em private label. «Fazemos com etiqueta própria e fazemos com etiqueta customizada para o cliente. Há padrões que são exclusivos de alguns clientes porque têm um volume de negócios que justifica ter essa exclusividade com eles», indica Vítor Teixeira.

Com um volume de negócios que rondou os 3 milhões de euros em 2018 e se manteve semelhante ao ano anterior, as perspetivas para 2019, seis meses volvidos, são positivas no geral. «O mercado nacional encontra-se mais estável, não tem nenhuma tendência forte a subir nem a baixar», admite o diretor de exportação. «No mercado internacional começa a haver uma maior abertura, até porque começamos a ter um preço-qualidade bastante competitivo face a outros grandes produtores estrangeiros, nomeadamente na Ásia. E começa a haver uma certa procura na qualidade que produzimos e também um maior interesse na importação dos nossos produtos», reconhece.