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John Lewis vai fechar oito lojas

O grupo britânico, que gere uma rede de 50 pontos de venda, justifica encerramentos com a crise provocada pela pandemia de Covid-19. No total, deverão perder os seus postos de trabalho cerca de 1.300 pessoas.

[©John Lewis]

O John Lewis tem em marcha um plano para fechar oito das suas 50 lojas, incluindo alguns dos pontos principais de vendas em Birmingham e Watford, o que coloca em risco mais de 1.300 empregos.

O anúncio foi realizado pelo próprio grupo, que imputa a decisão à crise originada pelo surto do novo coronavírus.

Em comunicado, o retalhista britânico adianta que o encerramento dos estabelecimentos comerciais pretende «garantir o futuro, a longo prazo, da empresa e responder às necessidades de compra dos clientes».

A pandemia do Covid-19 acelerou as vendas online em detrimento das lojas físicas. Segundo escreve o Financial Times, o negócio digital deverá rondar os 60% a 70% entre este ano e o próximo, enquanto no pré-pandemia rondaria os 40%.

«Fechar uma loja é sempre uma decisão muito difícil», afirma Sharon White, presidente do grupo John Lewis, explicando que «o encerramento é necessário para nos ajudar a garantir a sustentabilidade e continuar a atender às necessidades dos nossos clientes».

A decisão de fechar duas das lojas mais importantes do grupo – como a do complexo Intu em Watford e a da Grand Central próximo da estação New Street de Birmingham – deverá ter repercussões no sector de retalho do Reino Unido.

A loja de Birmingham foi inaugurada em 2015 e fazia parte da revitalização e reabilitação do centro da cidade. Já o fecho da loja de Watford assume-se como mais um rude golpe no shopping Intu, depois do rival Debenhams ter anunciado o encerramento.

Entre os outros pontos de venda que correm risco de fechar encontram-se o do aeroporto de Heathrow, o da estação de St. Pancras, e quatro lojas da insígnia At Home do grupo.