Início Arquivo

Jornadas da UM debatem futuro do têxtil

Realizaram-se nos dias 15 e 16, nas instalações da Universidade do Minho em Azurém, Guimarães, as Jornadas de Engenharia Têxtil. Subordinadas ao tema «Indústria Têxtil e do Vestuário: Um Investimento com Futuro», estas jornadas contaram com a participação de diversas entidades, associações e empresas da área do têxtil e do vestuário, além de representantes da Câmara Municipal de Guimarães, da direcção do Departamento de Engenharia Têxtil da Universidade do Minho, e da Associação de Estudantes desta universidade. Este evento resultou da estreita colaboração existente entre alunos e professores do departamento de Engenharia Têxtil da UM, apoiados por um conjunto de entidades e empresas deste sector. O primeiro dia decorreu sob o lema «Têxteis, Aplicações de Futuro», tendo abordado temas ligados aos materiais de futuro e aos têxteis técnicos, além de divulgar novos produtos e processos para sua pesquisa, desenvolvimento e produção. O programa deste primeiro dia das jornadas incluiu diversos painéis, dos quais podemos destacar: «O papel do vestuário cirúrgico como barreira funcional», «Das fibras aos tecidos finos: função e conforto», «Têxteis Inteligentes para conforto térmico», «Os Materiais fibrosos do 3º Milénio», «Inovação, Funcionalidade, Tecnologia e Design», e «Materiais Compósitos – Novas oportunidades para têxteis técnicos». O segundo dia foi marcado essencialmente por dois temas bastante actuais: a melhoria da qualidade e a formação contínua nas empresas têxteis e do vestuário, questões que acolheram um público interessado no investimento positivo e no futuro, e na competitividade das empresas, através da personalização e da massificação, outro tema actual de extrema importância, tanto para os futuros licenciados em engenharia, como para os empresários. Neste segundo dia do evento são de realçar os seguintes painéis: «A Melhoria e Formação Contínua», «Formação pós-laboral do quadro técnico superior», «Os aspectos inovadores que um engenheiro pode introduzir na empresa», «Melhoria e competitividade das empresas», «Competitividade: Personalização e Massificação», «Abertura dos mercados – Quais as medidas a adoptar?» «Estratégia de colaboração transfronteiriça entre Galiza e Norte de Portugal», «Visão geral das empresas» e «Protagonismo da ITV portuguesa a nível internacional». Estas jornadas constituíram assim mais uma tentativa de dar a conhecer a realidade da abertura dos mercados em 2006, e quais as medidas que cada empresa deve tomar para que o impacto desta abertura não seja muito profundo, isto é, alertou-se o público alvo para o facto dos tempos próximos não serem fáceis de suportar e também de que será preciso um enorme investimento, bem como políticas inovadoras, no sentido do desenvolvimento e inovação das empresas e do sector do têxtil e do vestuário em geral. Os dois dias do evento registaram uma razoável adesão por parte dos alunos e professores, destacando-se contudo a crónica ausência por parte dos empresários têxteis, que mais uma vez não marcaram uma presença muito forte, sendo de salientar no entanto a participação de alguns empresários espanhóis.