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JPS embarca na estamparia digital

A empresa especialista em têxteis para a cozinha entrou na onda da estamparia digital, com a aquisição de uma máquina que permite customizar os produtos e alargar o leque de opções para os clientes.

O novo equipamento, que representou um investimento na ordem dos 100 mil euros, permite estampar digitalmente até uma largura de 3,20 metros e representa mais um passo no caminho do crescimento da JPS Home & Têxtil. «A máquina é muito recente. Atualmente estamos a desenvolver uma coleção de estamparia digital com pigmentos em 100% algodão», explica o sócio-gerente João Paulo Silva ao Jornal Têxtil.

A aposta permite à empresa, fundada em 1997, «imaginar, em termos de design, aquilo que queremos fazer – não temos limite de cores, podemos fazer um milhão de cores numa toalha de mesa» e, ao mesmo tempo, «produzir quantidades reduzidas comparativamente com o convencional». Como exemplifica João Paulo Silva, «imaginemos que o cliente quer, para um evento, a toalha com o seu nome. No convencional isso é impensável de se fazer – os custos são enormes. No digital não».

Esta facilidade de customização está, inclusivamente, a abrir perspetivas de alargar o negócio ao mundo virtual, nomeadamente com uma loja online. «Mas tem de ser muito bem estruturada, tem de ter um suporte por trás sempre ativo», sublinha.

Embora o negócio da estamparia digital esteja ainda a dar os primeiros passos, «a procura internacional já começa a ser grande», confessa o sócio-gerente da JPS Home & Têxtil, que assumiu também a representação em Portugal da tecnologia de estamparia digital adquirida, da construtora Liyu Printer. «A vantagem é que vou vender o que comprei, isso é o ponto fulcral do negócio. Vou mostrar, ao meu potencial cliente, a minha máquina, a máquina que está a produzir para mim. Ele vai ver a máquina a funcionar, a produzir, não vai vê-la num showroom. Pode mesmo trazer um desenho e ver a ser fabricado na hora», revela, sem deixar de ressalvar que o negócio de venda desta solução tecnológica é independente da empresa de têxteis-lar.

Procura em alta

No que diz respeito à JPS Home & Têxtil, a procura tem vindo a acentuar-se este ano, nomeadamente dos mercados externos, que em 2017 representaram 50% das vendas. «Este ano já estamos a exportar mais, talvez acabe com 70% de negócio para o mercado externo e 30% para o mercado interno», antecipa João Paulo Silva. «Antes havia um equilíbrio, mas agora estamos com tendência para exportar», o que deverá permitir maior estabilidade e visão no longo prazo, acredita o sócio-gerente. «Enquanto no mercado interno vendemos o que temos em stock – se tiver a felicidade de ter muito em stock, eles vêm e compram, se não tiver em stock, eles vão ao vizinho do lado –, com o ­cliente do mercado externo ele sabe o que quer, faz encomendas com programação e as quantidades desejadas», destaca.

O crescimento da empresa, que terminou o último exercício fiscal com um aumento de 15% do volume de negócios, para um valor próximo de 250 mil euros, deverá ainda levar à criação de mais postos de trabalho, elevando o efetivo para oito pessoas. «Vou ser obrigado a contratar mais dois ou três profissionais. Quero contratar para a confeção e também para a parte criativa. A ideia é o cliente chegar com uma ideia e dispor de um designer com tempo que vá ao encontro daquilo que pretende», assegura.

Quanto ao futuro, João Paulo Silva não tem dúvidas que será digital e, por isso, tem já novos projetos em carteira. «Estamos com o projeto da máquina digital para t-shirts, e, claro, a tentar levar o negócio da Liyu Printer em Portugal para a frente», afirma.