A Gucci apresentou uma queda de 6,7% em 2014, o lucro operacional terá sido de 1,05 mil ,milhões de euros, o que contribuiu, ainda assim, com mais de 60% do total do grupo. Com tal informação em mãos, a Kering afirmou que iria focar-se na qualidade de serviço das lojas Gucci e nas suas coleções de pronto-a-vestir.

Em dezembro, o grupo Kering demitiu as chefias criativas e de gestão da Gucci, depois de ver as suas vendas decair ao longo de dois anos, particularmente na Ásia. Marco Bizzarri assumiu o cargo de presidente-executivo da marca, depois de ter mostrado o seu valor na Bottega Veneta, e Alessandro Michele subiu ao posto de diretor criativo, na saída de Frida Giannini.

Contrastando com a Gucci, a receita da Saint Laurent terá duplicado em três anos sob a alçada criativa de Hedi Slimane. Em 2014, a Saint Laurent registou um lucro operacional de 105,1 milhões de euros em vendas no valor de 707,3 milhões, que cresceram 27,2%. O grupo Kering evocou ainda a venda da Sergio Rossi, que tem vindo a equacionar nos últimos anos.

Segundo apurou a Reuters, a marca de calçado terá já sido colocada à venda informalmente há mais de dois anos, mas nunca foi encontrado comprador. «A partir de agora, todas as opções estão a ser analisadas relativamente aos bens da Sergio Rossi», adiantou o diretor financeiro da Kering, Jean-Marc Dupleix. A Kering obteve um lucro operacional de 1,66 mil milhões de euros em 2014, ligeiramente abaixo das estimativas de 1,69 mil milhões de euros avançadas pelos analistas da Thomson Reuters I/B/E/S.

O stock aumentou 14%. «Nesta fase não há, na atualização trimestral, muito por onde esticar o preço das ações da Kering», referiu Luca Solca, analista de produtos de luxo da Exane BNP Paribas. «A engrenagem mais rápida do que o esperado da nova equipa da Gucci e a perspetiva de construção de uma Kering de luxo daqui em diante são os condicionantes mais importantes para o preço das ações», acrescentou.