Início Arquivo

Kiabi compra lojas Vêti

O grupo Os Mosqueteiros está a dar um novo impulso à Vêti. Numa assembleia-geral realizada em Maio passado, os accionistas deste grupo de comércio independentes (marcas Intermarché, Bricomarché, Vêti, etc.) deram luz verde a um protocolo de acordo assinado pela Vêti e a Kiabi – e submetido à autoridade da concorrência –, que deverá levar a que uma grande parte das 143 lojas francesas da Vêti fique sob a insígnia Kiabi até Fevereiro-Março de 2010. Depois será a vez das 17 lojas Vêti em Portugal, a partir de Agosto-Setembro de 2010. Contamos integrar no máximo 100 pontos de venda franceses, em função da complementaridade com a rede de 199 lojas Kiabi em França, do seu tamanho e da sua capacidade ou não de alargamento e da sua zona de influência», explica o director-geral da Kiabi, Jean-Christophe Garbino. Os accionistas Vêti, que votaram favoravelmente (em 90%) o protocolo, e a Kiabi têm agora, contudo, que se entender quanto à parte financeira. Adepta das sucursais desde a sua criação, em 1978, por Patrick Mulliez, a Kiabi só se abriu ao regime franchising em 2005, mas a fórmula era unicamente destinada a cidades médias e pequenas onde a marca não queria entrar através de lojas próprias. A Kiabi acreditava que não era economicamente viável. Mas estávamos enganados», assegura Jean-Christophe Garbino. Os nossos franchisados mostraram-nos que uma loja Kiabi poderia muito bem ter sucesso numa cidade média. O seu volume de negócios por metro quadrado é igual ao das nossas sucursais», acrescenta o director de exploração França da Kiabi, Loïc Le Borgne, sublinhando que poderemos agora acelerar o desenvolvimento». As lojas Vêti estão justamente implantadas em cidades entre um número de habitantes compreendido entre 15 e 30 mil, com uma superfície média de 1.000 m², contra os 1.300 m² em média da Kiabi. Em áreas de 900 m², uma Kiabi não pode funcionar», afirma Loïc Le Borgne. Mas, sobretudo, a cultura e o modo de funcionamento das lojas Vêti são diferentes das da Kiabi. O principal trabalho, nesta abordagem, vai ser em termos de recursos humanos e formação nos nossos processos», explica Jean-Christophe Garbino. São 14 ateliers e 41 temáticas que foram identificadas, desde a adaptação das ferramentas de logística à informática, passando pela comunicação e a formação. A Kiabi acaba de abrir no norte de França uma plataforma logística suplementar, de 66 mil m² (40 milhões de euros de investimento), que poderá absorver os futuros fluxos das lojas Vêti. Muito autónomos até ao presente, apesar de uma central de compras e uma marca comuns, os accionistas Vêti deverão juntar-se à centralização Kiabi e às suas consequências para a implementação, organização e reabastecimento automático das lojas. Foi esta independência, nomeadamente nas compras, que limitou a massificação dos volumes na Vêti e fragilizou o grupo. O que acontecerá às lojas Vêti que não passem para a rede Kiabi? Manterão a marca, ficarão com outra, venderão os seus fundos? Este fim programado da Vêti abrirá novas perspectivas para as gamas de vestuário do Intermarché? Para a Kiabi, o grupo Vêti sairá a ganhar se a integração se desenrolar como previsto. Será um ganho de tempo inegável no desenvolvimento e um acréscimo suplementar no volume de negócios, avaliado em 150 milhões de euros. A Kiabi figura já no top 5 dos principais distribuidores de vestuário em França, de acordo com o IFM. O distribuidor afirma mesmo que o Tns-Sécodip o classificou em primeiro lugar em 2008, à frente do Carrefour, Décathlon, Galerias Lafayette, Auchan e Leclerc.