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Kmart na falência

A Kmart, segundo maior retalhista dos Estados Unidos, entrou em processo de falência, tendo solicitado a protecção de credores ao abrigo do Capítulo 11 do Código de Falências dos EUA. Na prática, este pedido de protecção de credores significa que a empresa entrará com um processo de recuperação, durante o qual poderá renegociar e diferir os pagamentos aos seus credores. Esta acção da Kmart surge depois de ter falhado as negociações com diversos bancos para conseguir fundos para salvar a empresa. Segundo a imprensa dos Estados Unidos, apesar do pedido de falência a Kmart deverá receber um crédito de falência que deverá rondar os 2.2 mil milhões de euros, para que a empresa se consiga manter operacional. O retalhista emprega cerca de 250 mil trabalhadores e, segundo os analistas, para fazer face a esta situação terá que efectuar uma profunda reestruturação que deverá passar pela eliminação de 500 dos seus 2100 pontos de venda. A situação da Kmart está a ter repercussões nos pequenos produtores que estão num dilema, não sabendo se deverão enviar as encomendas e arriscar não serem pagos ou não enviar e arriscar-se a sofrer repercussões da Kmart mais tarde. Este pedido de falência poderá ter repercussões sobre algumas empresas têxteis nacionais, nomeadamente de têxteis-lar, que tenham relações comerciais com o retalhista americano. A falência da Kmart deve-se aos elevados prejuízos acumulados no ano transacto, cerca de 390 milhões de euros, e a uma queda nas vendas.