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Lã funcional no outdoor

A Fitecom desenvolveu uma série de tecidos com lã pensados para serem usados em atividades de outdoor, num projeto que junta o conforto, a tecnicidade e o design na criação de novas propostas de leisurewear.

O projeto realizado sob a chancela do Texboost,, que contou ainda com o contributo da Coltec, da Universidade da Beira Interior e do CITEV, nasceu com três objetivos: desenvolver tecidos com base de lã para vestuário destinado a atividades outdoor de baixo impacto e explorar essa imagem funcional para vestuário de fashion leisurewear; desenvolver tecidos inovadores que proporcionem melhorias nas propriedades de desempenho e performance dos tecidos convencionais à base de lã, em sintonia com as tendências de lifestyle, funcionalidade e moda; e fazer investigação e desenvolvimento de novas arquiteturas com design apelativo através de conjugações inovadoras de estruturas e fios conciliadas com processos inovadores de acabamento.

No final, foram desenvolvidas estruturas têxteis laminadas, compostas por tecidos ou tecidos e malhas com base em lã, incorporando membranas funcionais para vestuário de fashion leisurewear.

João Carvalho e Rui Miguel (UBI) [©Citeve]
«Desenvolvemos sete produtos», afirmou João Carvalho, adiantando que «demorou algum tempo a desenvolver diferentes estruturas, combiná-las de forma a que resultassem em termos de cair, bem-estar, conforto».

Nos primeiros testes realizados com tecidos convencionais submetidos a um processo de trilaminagem não tiveram os melhores resultados, revelou o administrador da Fitecom. «Rapidamente descobrimos que a confecionalidade dele e o cair ao uso não era o mais adequado, daí termos reduzido a densidade», esclareceu.

Nos ensaios seguintes foram usados tecidos mais leves e com uma nova construção técnica, através da redução do fator de cobertura em cerca de 20% relativamente ao normal, tendo-se obtido melhores resultados, pelo que os mesmos foram adotados na solução final.

Benilde Reis [©Citeve]
Segundo Benilde Reis, investigadora da Universidade da Beira Interior, «houve também um estudo do tipo de membranas que existem no mercado», tendo sido selecionadas duas: uma de poliéster e uma de poliuretano com politetrafluoretileno (PTFE). «São tecidos respiráveis, têm termorregulação, corta-vento, impermeáveis e alguns têm repelência», resumiu.

Estes tecidos foram apresentados em diferentes feiras profissionais entre 2019 e início de 2020 e chamaram a atenção de potenciais clientes. «Para já o interesse é grande», reconheceu João Carvalho, sendo que o impacto comercial na empresa poderá começar a ser sentido este ano.