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Lanifícios em quebra na Rússia

A concorrência originada pelas importações com origem em países de baixo custo de mão-de-obra e a quebra na procura do consumidor para os produtos manufacturados internamente, continuam a dificultar a recuperação da ITV na Rússia.

Com uma taxa de importações no mercado do vestuário a atingir os 75%, a produção de têxteis está a evoluir negativamente, ao mesmo tempo que a indústria doméstica luta contra o baixo nível de investimento, baixa produtividade e equipamentos obsoletos.

Durante os primeiros seis meses de 2004, a produção de fio registou quebras em quase todos os tipos de fibras. Apenas o sector do linho registou uma subida na produção.

A produção de fios de lã também diminuiu, mesmo apesar desta fibra ocupar a terceira posição entre as fibras mais consumidas pelo sector de fiação russo (ultrapassada apenas pelo algodão e pelo linho), mas cuja quota de mercado está a evoluir negativamente.

Também a produção de tecidos com fibras naturais registou uma ligeira quebra durante o período de Janeiro a Junho. O algodão, que domina a produção de tecidos na Rússia, registou uma diminuição moderada em termos de volume.

A produção de tecidos de lã sentiu a pressão da concorrência de forma mais acentuada, relativamente a outras fibras e importações de baixo custo, resultando na quebra da produção de tecidos de lã durante os primeiros seis meses de 2004. Se a tendência negativa se mantiver ao longo do resto do ano, a produção anual de tecidos de lã em 2004 vai provavelmente ser menor do que a registada em 1998, ano em que ocorreu a crise financeira.

A quebra na produção de tecidos de lã não foi compensada pelo aumento das importações, pelo que se registou uma contracção no mercado dos lanifícios.

As exportações de tecidos de lã da UE15 para a Rússia foram estimadas em baixa, apesar das exportações com origem na China terem praticamente duplicado em igual período de tempo.