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Lasa regula temperatura na cama

A produtora de têxteis-lar criou um resguardo de colchão com aquecimento e arrefecimento que pode ser controlado remotamente através de uma app e ter zonas com diferentes temperaturas. O desenvolvimento, que já foi testado e validado, será alvo de um perdido de patente.

José Silva e Braz Costa [©Citeve]

Resultado da investigação levada a cabo no âmbito do projeto mobilizador Texboost, o resguardo de colchão foi desenvolvido em parceria com a Filasa, o CITEVE e o CeNTI e tinha como objetivo criar «um sistema inovador integrado de aquecimento e arrefecimento com elevado nível de segurança e conforto térmico», explicou José Silva, investigador do CeNTI, durante a apresentação dos resultados.

Para chegar ao protótipo final, a investigação centrou-se no desenvolvimento de uma estrutura têxtil capaz de incorporar um sistema de circulação de água sem que afetasse o conforto dos utilizadores. «Foi bastante importante para todos ter uma estrutura final que fosse o mais próxima possível das estruturas já utilizadas atualmente», indicou o investigador, para que «no futuro, quando o resguardo estiver já em produção industrial, não seja um processo muito moroso na integração da tubagem». Além disso, referiu, era também fundamental «que, ao deitar-se, a pessoa não só sinta o conforto mas também não atue sobre os tubos, bloqueando a passagem do fluído no seu interior».

O resguardo desenvolvido pode ser aplicado numa cama de casal e tem como mais-valia extra ser capaz de ter duas zonas com temperaturas distintas, arrefecer ou aquecer consoante o pretendido, o que o distingue também da maioria das soluções disponíveis no mercado. «A maior parte dos sistemas existentes ainda se concentra muito na utilização dos chamados cobertores elétricos, mais numa vertente de aquecimento. Encontramos alguns exemplos comerciais com as funções de aquecimento e arrefecimento, mas ainda muito direcionados para a utilização, por exemplo, de correntes de ar, quentes ou frias, inseridas por baixo do cobertor, o que provoca algum desconforto, porque sentimos o ar. O que tentamos fazer aqui foi mesmo uma solução o mais confortável possível», salientou José Silva.

As diferenças estão igualmente presentes ao nível do controlo, que pode ser feito através de um dispositivo externo ou através de uma app, que foi desenvolvida para já apenas para sistema Android, que permite «controlar a temperatura atual do resguardo, monitorizar e programar a temperatura que pretendemos para cada zona e também temos a função, por exemplo, de escolher uma determinada hora em que o resguardo ativa-se automaticamente com uma temperatura pré-programada», detalhou o investigador.

O pojeto foi validado com ensaios térmicos e recentemente foram realizados ensaios no IEP – Inspeções e Certificações de Instalações Elétricas «para uma futura certificação», adiantou José Silva, que revelou ainda que «vamos avançar com uma patente para proteger todos os desenvolvimentos efetuados».