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Le Coq Sportif investe no vestuário

Hoje em dia, o vestuário não representa mais de 20% das vendas do grupo desportivo, contra os 80% do calçado. Para desenvolver o seu pólo têxtil, a Le Coq Sportif começou por duplicar as suas referências no vestuário dedicado ao ténis para o Verão de 2003. De pelo menos 30 referências por ano, a oferta passa para mais de 60 referências para o Verão de 2003, com a gama completa para homem e mulher. Dezoito jogadores de ténis assinaram em Maio de 2002 um contrato de patrocínio com a Le Coq Sportif. Uma linha técnica para senhora foi apoiada pela tenista belga Justine Hénin durante o torneio Roland-Garros. Esta linha é composta exclusivamente de peças à base de ‘Coolmax’ e de micro-fibra corta-vento, impermeável e respirante, com as cores verde e antracite. Para homem, esta série propõe o branco, o preto e as cores escuras. Uma linha ‘training’ em algodão combinado com elastano e Lycra, vermelho e rosa para a mulher, azul marinho e branco para o homem, é destinada à prática ocasional do ténis. Este desenvolvimento do têxtil para o ténis é semelhante ao do vestuário feminino, que vê as suas referências triplicarem. Até aqui a Le Coq Sportif, sobretudo conhecida pelos seus fatos de banho e calções de futebol (40% do volume de negócios do têxtil), tinha uma imagem maioritariamente masculina. Ao lado das linhas de desporto, a marca tenciona desenvolver aquilo a que chama o ‘lifestyle’. Sejam as colecções de desporto, especialmente com as reedições das matérias actuais, dos pólos de competição de Yannick Noah do início dos anos 80 (Corporate) e os calções de futebol (Teen). A sociedade quer desenvolver o têxtil neste segmento que é actualmente dominado em 95% pelo calçado, e distribui-lo no circuito desportivo. A marca, nascida em 1952 no seio da indústria de artigos de malha desportivos, quer voltar às suas raízes. “Até este momento, nós pusemos o desporto à frente do marketing e da comunicação. No entanto, estamos prestes a começar a vender os produtos desportivos técnicos, que nos levaram dois anos a conceber”, afirma Thierry Scheydecker, director geral da empresa, que prevê para este ano um volume de negócios entre os 17 e os 18 milhões de euros no mercado francês. A marca ultrapassará assim o limite simbólico dos 100 milhões de francos (15,2 milhões de euros).