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Le Petit Chiffon embalada no crescimento

A Le Petit Chiffon nasceu por amor e por amor continua a dar cartas. A marca de Rita de La Bletière é um exemplo de que os sonhos comandam a vida e os sonhos de Rita crescem paralelamente ao amor da sua vida.

Separados por apenas 6 meses de idade, a marca Le Petit Chiffon e o filho de Rita deram os primeiros passos em conjunto e aprenderam a andar ao mesmo tempo numa história que se desenrola há dois anos.

«Surgiu quando o meu filho tinha seis meses e foi quando eu decidi mudar a minha vida para o acompanhar nesta primeira infância, em vez de o pôr numa escola, ele foi a razão principal pela qual eu fundei a Le Petit Chiffon», revela de Rita La Bletière ao Portugal Têxtil.

Das redações da Vogue e da GQ, Rita de La Bletière, trocou o jornalismo para trabalhar em catering que posteriormente abdicou para se concentrar na função de mãe.

A marca dedicada aos mais pequenos divide-se em duas linhas: a de interiores até aos 24 meses e a de exteriores até aos 6 anos, sendo que existe a possibilidade de reproduzir os modelos em tamanhos maiores por encomenda.

Preocupada com o bem-estar infantil, toda a marca é «feita com algodão orgânico e todas as peças tem particularidades específicas, que contribuem para o conforto das crianças e para a parte prática dos pais, as coisas que só consegui fazer por causa do meu filho, handicaps que fui encontrando nas peças que ele tinha e que me foram dando ideias», explica a fundadora da Le Petit Chiffon.

Rita de La Bletière desempenha todos os papéis na empresa desde o design até ao desenvolvimento do produto. A produção de exteriores é realizada num atelier de costura e os interiores são produzidos numa fábrica do Norte.

Da coleção que apresentou na última edição da Modtissimo, o destaque vai para um body «que tem uma parte de cima com três partes de baixo» que se removem para facilitar a troca apenas da parte que fica suja e que está em contacto com a fralda, esclarece.

As peças são vendidas através do website da marca que, neste momento, mantém as quotas entre o mercado interno e o externo empatadas. No entanto, o desejo é que «a exportação aumentasse um bocadinho mais a percentagem», acreditando que, «no fundo, é essa parte que ajuda a crescer as marcas» reconhece a empresária.

Em relação à transição do ano, Rita de La Bletière diz que a retrospetiva é muito positiva, admitindo que se sentiu surpreendida. «Em Portugal, o algodão orgânico não é uma coisa que ainda seja muito valorizada, por isso não estava à espera de crescer», confessa.

A estratégia da internacionalização da marca também passa pela aposta nas redes sociais que já se revelaram instrumentos de divulgação importantes.

«A minha marca já saiu em duas revistas internacionais, na Vogue inglesa e na Tatler, que também me ajudou imenso a crescer internacionalmente. E essas revistas conheceram-me através de bloggers inglesas e francesas para quem enviei os meus produtos, gostaram, publicaram e as revistas viram» conta a fundadora da Le Petit Chiffon.