Início Notícias Tecnologia

Lectra Portugal desvenda novidades

Uma nova versão do Modaris, a chegada do PLM e o sistema de corte Vector iQ são algumas das novidades da Lectra que estão a chegar ao mercado português. Soluções que a Lectra Portugal, que tem crescido a par da ITV nacional, acredita estarem preparadas para servir os novos modelos de negócio dos seus clientes.

Conceitos como Internet das Coisas e Indústria 4.0 estão atualmente no centro das discussões da indústria têxtil e vestuário, mas na Lectra o futuro começou a ser preparado há muitos anos atrás. «O mercado mudou, a indústria mudou, os desafios mudaram, o posicionamento das empresas mudou e nós tentamos, e acredito que conseguimos, ao longo de todos estes anos, acompanhar tudo isso. Mais do que isso, acredito que fomos antecipando, pelo menos em alguns aspetos», explicou Rodrigo Siza, diretor-geral da Lectra Portugal, numa entrevista publicada na edição de dezembro do Jornal Têxtil.

Manutenção preditiva e máquinas “inteligentes” que comunicam fazem já parte do quotidiano da empresa, que, contudo, continua a investir em inovação para se adaptar à evolução do mercado e das necessidades dos clientes, nomeadamente os portugueses. «O desenvolvimento tecnológico é só uma componente da evolução desta indústria, que é quase um case study», afirmou, acrescentando que «existem hoje muito menos empresas do que há 20 anos, mas também são muito melhores. Absorve menos emprego, mas também é melhor emprego. Portanto, o nosso posicionamento enquanto indústria está num patamar superior em termos de gama de produto, em termos de serviços oferecidos. Hoje, genericamente falando, Portugal, enquanto supplier desta cadeia, não é um fornecedor de grandes quantidades a preços baixos, é reconhecido como tendo um know-how, um bom mix de produtos e serviços, portanto, esse upgrade foi nos diferentes aspetos operacionais e de negócio da indústria».

No nosso país, atualmente a empresa está a avançar com a nova versão do Modaris e a lançar o PLM, que deverá chegar ao mercado já em 2017. O primeiro reflete três grandes tendências, apontou o diretor-geral da Lectra Portugal: «a automatização, uma ergonomia melhorada e algumas garantias adicionais em termos de interoperabilidade, isto é, entre os diferentes softwares, sejam eles Lectra ou não. Não há espaço, neste universo, para que as ferramentas de tecnologia, nomeadamente o software, possam admitir erros por falhas de compatibilidade entre diferentes softwares», sublinhou. Já o PLM é uma novidade absoluta no mercado nacional, que Rodrigo Siza acredita estar atualmente preparado para este tipo de solução. «O nosso principal mercado é de confecionadores, que têm uma tradição e um know-how de desenvolver com ou para os seus clientes. Não é o subcontratado puro e duro que recebe e faz, mas é aquele que propõe ao seu cliente, que desenvolve com ele, em muitos casos desde o design, noutros casos só na parte do desenvolvimento do produto. Portanto, a verdade é que a versão V5 responde melhor a essas necessidades específicas do produtor e é também por isso que estamos neste momento a dar os primeiros passos, porque é o principal mercado em Portugal para o PLM», apontou.

Recentemente, a multinacional de origem francesa lançou ainda o sistema de corte Vector iQ, que permite «o nível mais sofisticado de tecnologia, também por via de uma otimização dos custos e, consequentemente, do preço final destas soluções a empresas mais pequenas». Uma solução que, acredita Rodrigo Siza, irá trazer vantagens ao tecido industrial nacional, permitindo «a empresas com menos capacidade de investimento o acesso às tecnologias de topo à disposição».

Com um ano de 2016 melhor do que 2015, com o diretor-geral da Lectra Portugal a projetar um crescimento de 10%, para mais de 9 milhões de euros de vendas, 2017 antevê-se como um ano de gestão de expectativas, onde «as grandes novidades prendem-se, naturalmente, com duas das grandes tendências: indústria 4.0 e digitalização». Uma área onde a Lectra vai continuar a investir. «A Internet das Coisas, mas também a mobilidade, são aspetos que já cobrimos em algumas das nossas soluções e que vamos cobrir mais no futuro», revelou Rodrigo Siza, que avançou que «a Lectra vai evoluir para soluções baseadas na Cloud». No entanto, destacou, há outros desafios. «Diria que o desafio da indústria 4.0 é, provavelmente, aquele em que a Lectra vai ter de ser mais proativa e que vai, provavelmente, criar mais transformações no nosso próprio modelo de negócio. Imagine, quando uma empresa, a título de exemplo, passa a alugar serviços e software em vez de os vender, isso é uma alteração profunda do seu modelo de negócio. Isso são desafios que temos vindo a preparar», concluiu o diretor-geral da Lectra Portugal.