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Lectra Portugal oferece o “Café da Manhã” à quarta

A tecnológica está a organizar uma série de webinars gratuitos para clientes, com o objetivo de partilhar diferentes conteúdos pensados para ajudar as empresas nas circunstâncias atuais. Batizada Café da Manhã Lectra, a iniciativa começa já no dia 22 de abril e esta será dedicada ao Kubix Link.

Rodrigo Siza Vieira

Apesar de habitualmente privilegiar o contacto presencial, com a organização de vários encontros temáticos ao longo do ano, a atual situação levou a Lectra Portugal a avançar com uma série de webinars gratuitos para «continuar a informar, passar valor e permanecer ligados aos clientes», justifica.

Com hora marcada para as 10h da manhã, estão programadas seis edições, uma por semana, sempre à quarta-feira, até 27 de maio. O primeiro webinar, que acontece já no dia 22 de abril, será dedicado ao Kubix Link, uma ferramenta online de gestão dos processos de desenvolvimento do produto, que permite a interligação entre processos, dados e pessoas, dos designers aos comerciais, passando pelos modelistas, gestores de produto e marketeers.

«No contexto sem precedentes e de grande incerteza que estamos a atravessar, acreditamos que poderá haver mudanças fundamentais na organização das cadeias de valor nas indústrias da moda e que essas mudanças poderão ter impactos também fundamentais na nossa indústria», afirma Rodrigo Siza Vieira, diretor-geral para Portugal e Espanha. «A transformação que a Lectra iniciou nos últimos três anos responde justamente a alguns desses desafios e procuramos agora aproximar-nos do mercado, explicando de que forma a Lectra poderá ajudar as empresas nesta transformação», revela ao Portugal Têxtil.

Depois do Kubix Link, cujas inscrições estão abertas aqui, seguem-se webinars sobre a tecnologia Fashion on Demand (29 de abril), a sala de corte (6 de maio), peças e consumíveis (13 de maio), Modaris Expert (20 de maio) e Quick Apps (27 de maio).

«O Kubix Link é uma plataforma que permite a ligação das equipas e da cadeia de abastecimento e que é facilmente escalável. Permite às empresas o trabalho em equipa e a gestão da cadeia de abastecimento. Nas circunstâncias atuais, isto influenciará as decisões do modelo de trabalho futuro. Permitirá processos de desenvolvimento de produto mais rápidos e otimizados», destaca Rodrigo Siza Vieira. «Com o Fashion on Demand as empresas poderão focalizar-se em soluções de valor pela ausência de stock, nas pequenas séries, na personalização e no time to market.

As Quick Apps são a solução básica para que empresas do sector industrial abracem a mudança para uma nova cadeia de abastecimento e organização da produção.

Finalmente a nossa sala de corte 4.0 poderá responder a um novo paradigma de produção em que a eficiência operacional e a integração/automatização de processos e dados passarão a ser preocupação principal», aponta o diretor-geral da Lectra para Portugal e Espanha.

Pensar o futuro

Desde há vários anos, a tecnológica tem colocado a indústria 4.0 no centro da sua estratégia, tendo promovido diversas discussões para debater o tema juntamente com os empresários da indústria de vestuário.

Kubix Link

Uma posição que lhe permite antecipar algumas das mudanças que se avizinham. «É muito provável que se venham a dar alguns ajustamentos nas políticas de aquisição de marcas, alterando parte dos seus aprovisionamentos para produção de proximidade. Parte da revolução esperada na indústria da moda, será a sua própria retração devido aos crescentes valores de sustentabilidade e a uma possível quebra do poder de compra generalizado», assegura Rodrigo Siza Vieira.

Como tal, adianta, «os subcontratados terão de aumentar ainda mais a sua eficiência e de acelerar o time-to-market (sob pressão das marcas que terão de colocar os produtos no mercado rapidamente). Os processos de desenvolvimento de produto têm de ser otimizados e a sua capacidade tem de ser aumentada porque as marcas necessitarão de mais e mais rápidas propostas de novos estilos. A cooperação entre as empresas e dentro das cadeias de fornecimento deverá ser feita numa lógica de produção inteligente e de cadeias de valor, o que reduzirá os custos mas criará valor para o cliente. Soluções técnicas e tecnológicas que permitam esta melhoria e a sofisticação do sistema terão mais espaço do que nunca». Além disso, as alterações profundas nos hábitos de consumo trazidas pelo período de confinamento e pela lógica de relações interpessoais que se esperam no “Novo Normal”, poderão levar os fabricantes a tentar adaptar o seu modelo de negócio, aproximando-se diretamente do cliente final através de ferramentas de venda online ou a encontrarem soluções para responder à procura de produtos personalizados», admite.

Nesse sentido, «acreditamos que a Lectra poderá contribuir para que o mercado responda a estas tendências através da nossa tecnologia, da experiência das nossas equipas e da conhecimento e especialização que temos na indústria da moda», conclui o diretor-geral para Portugal e Espanha.