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Lectra traz digitalização para o mundo real

A digitalização do mundo da moda deixou de ser um conceito abstrato e ganhou vida no quotidiano das empresas do sector, como confirmaram os clientes da Lectra durante um evento em Bordéus, no centro de tecnologia avançada da multinacional de origem francesa.

Há pouco mais de um ano, a Lectra anunciou ao mundo o empenho na Indústria 4.0, o culminar de um percurso que a empresa tecnológica vinha a perseguir há vários anos (ver Lectra alinha-se pela Indústria 4.0).

«Revelámos a nossa estratégia no ano passado, em que identificámos a Indústria 4.0 e a digitalização como os nossos principais motores. O nosso objetivo para este evento é mostrar que estamos, de facto, a viver e a respirar a Indústria 4.0 e que temos o que é preciso para ajudar os nossos clientes a serem bem-sucedidos nesta era», afirmou Céline Choussy Bedouet, diretora de marketing e comunicação da Lectra.

Com efeito, 12 meses depois já muito foi feito e anunciado pela Lectra neste âmbito, desde o novo PLM (ver PLM da Lectra entra no 4.0) até ao anúncio do lançamento de apps já em abril deste ano (ver Lectra lança apps para o mundo da moda).

A digitalização voltou por isso, naturalmente, a ser o tema do encontro anual organizado pela multinacional de origem francesa mas, sob o mote “Fashion Goes Digital”, foram os clientes que assumiram o protagonismo e mostraram que a indústria da moda está a acompanhar a evolução do mercado.

«Graças à revolução digital, os consumidores são agora mais específicos nas suas exigências. Isto irá causar uma mudança na produção em massa, onde haverá encomendas mais pequenas a surgirem a um ritmo mais elevado. Como resultado, os modelos de produção terão de ser mais ágeis no futuro imediato», admitiu Ajith Perera, diretor-geral da unidade de Mathliya da MAS Kreeda, especialista na produção de sportswear e uma das maiores empresas produtoras do Sri Lanka.

Com este cenário de fundo, a Lectra apresentou, aos cerca de 100 convidados de 20 países presentes em Bordéus, a nova sala de corte 4.0, que usa os princípios da indústria 4.0 para conferir mais rapidez, eficiência de custos e escalabilidade, de forma a permitir responder mais facilmente a pequenas encomendas e a prazos de entrega mais curtos.

Entre os chamados “early adopters”, a produtora francesa de vestuário de gama alta Treize Roches Couture garantiu que a nova solução permite acelerar o processo de produção. «Quando discutimos a possibilidade de um projeto de produção por encomenda, vimos os benefícios tanto em termos de qualidade como de produtividade. As soluções da Indústria 4.0 ainda não existem na produção de vestuário. Por isso, decidimos desenvolver uma sala de corte da Indústria 4.0. Isso irá permitir-nos, nas fases de preparação, automatizar ao máximo o processo e melhorar a qualidade, a produtividade e o tempo de formação», reconheceu Jean-Yves Colle, CEO da Treize Roches Couture.

«A nossa mais recente sala de corte 4.0 mostra que já não estamos apenas a falar do futuro da moda, estamos a vivê-lo», concluiu Céline Choussy Bedouet.